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Com 200 mil euros compram-se 40 m² em Lisboa e até 190 m² em Valença - diz a RE/MAX

Imagem IA

Com 200 mil euros compram-se 40 m² em Lisboa e até 190 m² em Valença - diz a RE/MAX

2 de novembro de 2026

O valor de 200 mil euros permite comprar imóveis de dimensões muito diferentes em Portugal, desde pequenos apartamentos T1 em Lisboa e no Porto a moradias T3 em vários concelhos do interior. Segundo uma análise da RE/MAX Portugal, a área mediana das habitações transacionadas entre 180 mil e 220 mil euros é de 83 m² a nível nacional, mas as diferenças regionais são significativas.

O estudo, baseado nas transações realizadas pela rede imobiliária entre outubro de 2025 e setembro de 2026, revela que os apartamentos representam 74% das vendas neste intervalo de preços, sendo o T2 a tipologia mais frequente, em 40% das transações.

As maiores diferenças verificam-se entre os principais centros urbanos e as regiões do interior. No concelho de Lisboa, os imóveis vendidos por valores próximos dos 200 mil euros apresentam uma área mediana de apenas 40 m², predominando os apartamentos T1, que representam 51% das transações. No Porto, a área mediana é de 44 m².

Em contrapartida, no concelho de Valença, no distrito de Viana do Castelo, a área mediana atinge 190 m², sendo as moradias T3 a tipologia mais frequente.

Na margem sul do Tejo, 200 mil euros permitem comprar mais área

Na Área Metropolitana de Lisboa, as diferenças são igualmente expressivas. Enquanto na capital a área mediana se limita a 40 m², na Amadora sobe para 54 m² e em Oeiras para 53 m², mantendo-se o T1 como tipologia predominante.

Na margem sul do Tejo, o mesmo intervalo de preços permite adquirir habitações de maior dimensão. No Seixal, a área mediana é de 66 m², seguindo-se o Barreiro e a Moita, ambos com 65 m², e Almada, com 62 m².

Nos concelhos do Seixal, Barreiro e Moita, os apartamentos T2 são os mais frequentes nas transações analisadas.

Interior oferece imóveis maiores e mais moradias

A análise por distrito confirma que o interior apresenta, em geral, imóveis de maior dimensão neste segmento de preços.

A Guarda regista a área mediana mais elevada, com 158 m², seguindo-se Bragança, com 142 m², Vila Real, com 136 m², Viseu, com 131 m², e Castelo Branco, com 130 m².

Também a tipologia e o tipo de imóvel diferem substancialmente. No distrito da Guarda, as moradias representam 88% das transações entre 180 mil e 220 mil euros, percentagem que atinge 67% em Beja, 65% em Évora e 51% em Viseu.

Entre os concelhos com imóveis de maior dimensão destacam-se Anadia, no distrito de Aveiro, com uma área mediana de 143 m², a Covilhã, com 134 m², e Cabeceiras de Basto, com 126 m².

Em sentido contrário, nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal, os apartamentos representam entre 84% e 90% das transações neste escalão de preços.

Algarve apresenta as menores áreas por distrito

O distrito de Faro regista a menor área mediana do país, com 60 m², predominando os apartamentos de pequena dimensão.

Em Albufeira, os imóveis vendidos neste intervalo de preços apresentam uma área mediana de 55 m², enquanto em Loulé e Portimão o valor sobe para 58 m². Nestes concelhos, o T1 é a tipologia mais frequente.



Manuel Alvarez, Presidente da REMAX Portugal



Os resultados mostram que, apesar de se situarem no mesmo intervalo de preços, os imóveis transacionados apresentam características muito distintas, refletindo as diferenças de valorização imobiliária entre regiões.

Segundo Manuel Alvarez, presidente da RE/MAX Portugal, por cerca de 200 mil euros é possível encontrar desde pequenos apartamentos nos grandes centros urbanos até habitações mais amplas e moradias no interior.

O responsável considera que a análise do mercado deve ter em conta não apenas o preço, mas também a localização, a área e a tipologia, fatores determinantes para as decisões de compra das famílias.

A análise abrange exclusivamente as transações residenciais realizadas pela rede RE/MAX Portugal entre 1 de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026, com preços finais entre 180 mil e 220 mil euros. Os resultados não representam a totalidade do mercado imobiliário nacional. As áreas indicadas correspondem à área útil mediana ou, quando esta informação não está disponível, à área construída.