
Câmara de Lisboa quer vender em hasta pública 10 imóveis municipais por 59,2 milhões de euros
A Câmara Municipal de Lisboa vai discutir na reunião do executivo de quarta-feira uma proposta para alienar, em hasta pública, 10 imóveis municipais com um valor base global de 59,2 milhões de euros, prevendo canalizar a receita para financiar investimentos previstos até 2030.
Segundo a proposta apresentada pelo vice-presidente Gonçalo Reis, os imóveis são considerados não estratégicos por não estarem afetos a serviços municipais, programas de habitação ou outros projectos públicos.
Oito dos activos, avaliados em 57,6 milhões de euros, necessitam ainda de aprovação da Assembleia Municipal por terem um valor superior a 920 mil euros. Localizam-se na Rua Pardal Monteiro (11.838.250 euros), Rua Almirante Sarmento Rodrigues (1.136.500 euros), Rua Almirante Sarmento Rodrigues (9.398.500 euros), Rua Emília Eduarda (13.733.000 euros), Rua Dom Jerónimo Osório (1.440.500 euros), Rua Gregório Lopes (5.734.500 euros), Rua de Campolide (10.893.400 euros) e Rua Washington (3.445.300 euros). Segundo a proposta, os outros dois activos municipais a alienar em hasta pública têm um valor inferior a 920 mil euros, totalizando um preço base de licitação de 1,6 milhões de euros, ambos localizados na Quinta dos Alcoutins, um no lote 26 (797.100 euros) e outro no lote 27 (850.400 euros).
De acordo com o município, a receita obtida será aplicada em áreas como transportes de emissões zero, habitação, construção de creches, escolas, centros de saúde e esquadras, requalificação do espaço público, modernização dos serviços de higiene urbana e pavimentação de vias.
A autarquia considera que o actual contexto de mercado é favorável à colocação destes activos à venda, defendendo que a operação poderá atrair investimento, dinamizar a economia e promover a criação de emprego em Lisboa.















