
Jardim da Glória, Bairro da Graça, em Lisboa - Foto Francisco Nogueira
Arquitectura biofílica inspira novo projecto residencial no coração de Lisboa
A arquitectura biofílica está a ganhar protagonismo nos projectos residenciais urbanos e Lisboa acaba de reforçar esta tendência com o Jardim da Glória, um empreendimento localizado no bairro da Graça que coloca a ligação à natureza no centro da sua concepção arquitectónica. O complexo recorre a soluções em bambu desenvolvidas pela MOSO® Bamboo, combinando sustentabilidade, desempenho técnico e integração paisagística.
Composto por cinco edifícios e 40 habitações, o Jardim da Glória foi concebido para criar um ambiente onde os espaços verdes assumem um papel central. Hortas comunitárias, jardins, parques infantis, piscina, spa e zonas ajardinadas procuram oferecer aos residentes um refúgio urbano, conciliando a proximidade ao centro da cidade com uma vivência mais próxima da natureza.
O projecto, desenvolvido pelo atelier ARX Portugal em colaboração com os paisagistas da NPK e promovido pelas empresas Stone Capital, Realmur e Estrela da Memória, integra nas fachadas e nos corrimãos vigas para exteriores da MOSO® Bamboo, material escolhido pela sua combinação de sustentabilidade, resistência e desempenho técnico.
Segundo Pedro Neto, director regional de vendas da MOSO® Bamboo, a biofilia deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma nova forma de pensar a arquitectura, privilegiando materiais naturais e soluções que promovam o bem-estar das pessoas.
Sustentabilidade aliada ao desempenho técnico
A utilização do bambu surgiu na sequência da necessidade de cumprir elevados requisitos de segurança, nomeadamente a classificação europeia de reação ao fogo B-s1,d0, inicialmente difícil de alcançar com a solução em madeira prevista para o projeto. O bambu Moso, tratado e compactado através de um processo de alta densidade, permitiu responder simultaneamente às exigências de resistência, durabilidade e baixa manutenção, mantendo a identidade arquitectónica inicialmente definida.
Ao todo, o empreendimento incorpora cerca de 63.782 metros lineares de vigas para exteriores em bambu, que contribuem para reforçar a relação entre os edifícios e os espaços verdes envolventes, criando uma linguagem arquitectónica marcada por linhas verticais que conferem protecção, privacidade e continuidade visual com a paisagem.
Para além das características técnicas, a solução destaca-se pelo reduzido impacto ambiental. Fabricadas a partir de uma das espécies vegetais de crescimento mais rápido do mundo, as vigas dispensam a utilização de fungicidas ou outros aditivos químicos, reduzindo igualmente as necessidades de manutenção ao longo da sua vida útil.
Com este projecto, o Jardim da Glória afirma-se como um exemplo da crescente integração da arquitectura biofílica no desenvolvimento residencial em Portugal, demonstrando como a utilização de materiais naturais pode responder às exigências de sustentabilidade, segurança e qualidade arquitectónica nas cidades contemporâneas.



















