
Foto cortesia C.M. de Leiria
Tempestade Kristin expõe fragilidades na protecção dos condomínios, alerta APEGAC
A passagem da tempestade Kristin por Portugal provocou danos significativos em edifícios residenciais, com prejuízos em telhados, fachadas, garagens e zonas comuns, levando a APEGAC a defender a obrigatoriedade de seguros multirriscos coletivos nos condomínios.
Segundo dados oficiais, o temporal registou rajadas de vento superiores a 200 km/h, causando milhares de ocorrências relacionadas com quedas de árvores, destelhamentos, inundações e danos estruturais, mobilizando meios de emergência em todo o país.
Para a APEGAC, a situação revelou limitações do actual modelo de protecção habitacional, baseado na obrigatoriedade de seguros individuais por fracção. Este sistema, sublinha a associação, aumenta a carga administrativa dos administradores e pode originar falhas de cobertura quando existem apólices inexistentes ou desactualizadas, atrasando a resolução de sinistros em situações de emergência.
Uma protecção uniforme e mais eficaz
“Em episódios desta dimensão, a dispersão de seguros por várias seguradoras torna os processos mais lentos e burocráticos. Os edifícios precisam de respostas rápidas”, afirmou o presidente da APEGAC, Vítor Amaral, defendendo que o seguro multirriscos colectivo — idealmente com cobertura de fenómenos sísmicos — permitiria uma protecção uniforme e mais eficaz.
A associação considera que a contratação de seguros colectivos pelos condomínios facilitaria a activação de coberturas, reduziria conflitos entre condóminos e reforçaria a segurança jurídica dos administradores, apelando ao legislador para a criação de mecanismos que tornem esta solução obrigatória ou fortemente incentivada.














