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Secção de Lisboa de Ordem dos Arquitectos cria prémio Ruy d’Athouguia

 

Secção de Lisboa de Ordem dos Arquitectos cria prémio Ruy d’Athouguia

9 de fevereiro de 2026

A Secção Regional de Lisboa da Ordem dos Arquitectos criou um prémio a que deu o nome de Ruy d’Athouguia, que vai distinguir obras construídas nas categorias de edificação nova, reabilitação e salvaguarda do património.

De acordo com comunicado daquela estrutura regional da Ordem dos Arquitectos (OA), o prémio vai ter uma periodicidade bienal e visa “reconhecer e valorizar a excelência da produção arquitectónica na região”.

“O objectivo é distinguir obras que, pela sua qualidade, rigor e impacto, contribuam para a qualificação do território, a salvaguarda do património e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”, pode ler-se no comunicado da secção regional de Lisboa e Vale do Tejo da OA.

As candidaturas podem ser apresentadas até 26 de Março e podem concorrer “obras localizadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, concluídas nos dois anos civis anteriores (ou, excepcionalmente nesta primeira edição, nos últimos cinco anos)”.

O prémio vai atribuir um valor monetário de 5.000 euros ao autor do projecto premiado em cada uma das categorias.


Ruy Jervis d’Athouguia . Foto Sigarra - Univ do Porto


Ruy d’Athouguia (1917-2006)

Ruy Jervis d’Athouguia foi um dos mais importantes arquitectos portugueses do século XX e uma figura central do Movimento Moderno em Portugal.

Nascido em Macau, em 1917, Ruy d’Athouguia formou-se em Arquitectura pela Escola de Belas Artes do Porto, tendo sido autor de mais de 200 projectos, entre os quais o Bairro das Estacas, com Sebastião Formosinho Sanchez, o Liceu Padre António Vieira, a Escola do Bairro de S. Miguel e a Escola Teixeira de Pascoaes, o complexo de edifícios que define a Praça de Alvalade e a sede e o museu da Fundação Calouste Gulbenkian, todos em Lisboa.

Projectou, ainda, o Cineteatro de Abrantes, a Casa Sande de Castro, o Bairro da FC Previdência e a Torre do Infante, em Cascais, entre muitos outros.

Segundo a biografia disponível no ‘site’ dedicado aos antigos alunos ilustres da Universidade do Porto, “foi arquiteto no município de Cascais, consultor urbanista da Câmara Municipal do Montijo e da Câmara Municipal de Beja”.

Morreu em Julho de 2006.

Lusa/DI