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Reabilitação urbana arranca segundo trimestre com sinais de recuperação da actividade
O sector da reabilitação urbana iniciou o segundo trimestre de 2026 com sinais positivos de recuperação da atividade, segundo os resultados do mais recente inquérito realizado pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).
Os principais indicadores de confiança registaram uma evolução favorável em Abril, refletindo um aumento da actividade das empresas e uma melhoria das perspectivas do sector, após um período marcado por desafios ao nível do investimento e da execução de projectos.
De acordo com os dados divulgados, o índice relativo ao nível de actividade cresceu 7,4% face ao mesmo mês do ano anterior, evidenciando uma aceleração da dinâmica do mercado da reabilitação urbana.
Também o Índice da Carteira de Encomendas apresentou um desempenho positivo, registando uma variação homóloga de 4%, o que indica uma maior capacidade de ocupação das empresas nos próximos meses.
Produção contratada sobe para 9,6 meses
Outro dos indicadores acompanhados pela AICCOPN é a produção contratada, que mede o volume de trabalho já assegurado pelas empresas a um ritmo normal de execução.
Em Abril, este indicador fixou-se em 9,6 meses, representando uma melhoria face ao valor registado no mês anterior. Ainda assim, o resultado permanece abaixo dos 10,5 meses observados no mesmo período de 2025, sinalizando que a recuperação ainda não atingiu os níveis do ano passado.
Licenciamento continua a recuar
Apesar da melhoria dos indicadores de atividade, o licenciamento de obras de reabilitação continua a apresentar uma evolução negativa.
Até março de 2026, o número de intervenções licenciadas registou uma quebra homóloga de 14,4%, refletindo uma desaceleração tanto no segmento residencial como no não residencial.
No mercado habitacional, a redução foi de 12,4%, enquanto no segmento não residencial o recuo atingiu os 17,6%.
Os dados sugerem que, embora as empresas estejam a registar uma melhoria da actividade corrente e da carteira de encomendas, a entrada de novos projectos sujeitos a licenciamento continua a enfrentar dificuldades.
Indicadores não reflectem toda a actividade do sector
A AICCOPN recorda, contudo, que os números relativos ao licenciamento representam apenas as operações sujeitas a controlo prévio municipal, não abrangendo a totalidade das intervenções de reabilitação realizadas no país.
Muitas obras de menor dimensão ou enquadradas em regimes simplificados não são reflectidas nestas estatísticas, pelo que a evolução do licenciamento não traduz necessariamente a totalidade da atividade desenvolvida pelo sector.
Ainda assim, os resultados de Abril apontam para um reforço da confiança das empresas de reabilitação urbana, num contexto em que a modernização do parque edificado, a eficiência energética dos edifícios e a regeneração urbana continuam a assumir um papel central nas políticas públicas e no investimento privado.















