
Quantos metros quadrados compra um milhão de dólares? No Mónaco 19 e em Lisboa 92
De acordo com o The Wealth Report, o principal relatório da Knight Frank, parceira em Portugal da Quintela e Penalva desde 2021, os preços do imobiliário residencial de primeira qualidade continuaram a registar uma trajectória ascendente em 2024, com um aumento dos preços de habitação de luxo. O aumento foi de 3,6%, ligeiramente acima do aumento de 3,3% registado em 2023.
A Knight Frank fornece ainda anualmente um guia sobre quantos metros quadrados de um alojamento de luxo se consegue comprar com de 1 milhão de dólares nos principais mercados mundiais do segmento. As cidades que menos metros quadrados se podem comprar com um milhão de dólares são: Mónaco (19 metros quadrados), Hong Kong (22), Singapura (32), Genéve (33), Londres (34) e, em igualdade de circunstâncias Nova Iorque e Londres (34 metros quadrados).
Há, no entanto, outras cidades onde, embora se possa comprar mais metros quadros, o valor por metro quadrado está a valorizar muito rapidamente. É o caso de Lisboa, que em 2014 um milhão de euros dava para comprar 187 metros quadrados e, em 2024, dava para comprar 92 metros. Ou seja 51% a menos do que em 2014.
Lisboa é apenas ultrapassada por Miami e pelo Dubai. Se em Miami 1 milhão de euros dava há dez anos para comprar 126 metros quadrados, hoje dá só para 58 e, no Dubai, se há uma década se compravam 188 metros quadrados, hoje apenas se compram, com o mesmo valor, 78 metros quadrados.
Liam Bailey, director mundial de investigação da Knight Frank, afirmou: “Este ano fornecemos uma visão das mudanças no poder de compra ao longo da última década, mostrando até onde o mesmo orçamento teria chegado em 2014, bem como atualmente. A principal conclusão é o impacto do aumento de preços em mercados como Miami, Dubai e Lisboa e o impacto das correções de preços e das alterações cambiais em Londres, no Mónaco e em Nova Iorque”.
Já Francisco Quintela, Sócio Fundador da Quintela e Penalva, considera ainda que “as localizaçõesprime na cidade de Lisboa têm ainda potencial de valorização nos próximos anos”. E acrescente: “Lisboa, Estoril ou Comporta tornaram-se destinos apetecíveis, com um lifestyle vibrante e onde investidores ou pessoas com segunda ou terceira habitação querem ter um porto seguro, dado o contexto político-económico e geoestratégico mundial”.