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Procura de crédito à habitação volta a abrandar no segundo trimestre

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Procura de crédito à habitação volta a abrandar no segundo trimestre

21 de julho de 2026

A procura de crédito à habitação voltou a abrandar no segundo trimestre de 2026, refletindo sobretudo as perspetivas para o mercado imobiliário e o atual nível das taxas de juro. A conclusão consta do mais recente Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, divulgado esta terça-feira pelo Banco de Portugal (BdP).

Segundo o regulador, os bancos registaram uma ligeira diminuição dos pedidos de financiamento para aquisição de habitação, enquanto a procura de crédito ao consumo permaneceu praticamente estável.

A redução da procura de empréstimos para compra de casa foi explicada, sobretudo, pelas expectativas em relação à evolução do mercado habitacional e pelo nível geral das taxas de juro. Ainda assim, no segmento do consumo e outros fins, a despesa financiada através de empréstimos garantidos por ativos imobiliários contribuiu ligeiramente para o aumento da procura, embora sem impacto significativo no conjunto do mercado.

No sector empresarial, a procura de crédito também registou uma ligeira redução, sobretudo entre as pequenas e médias empresas (PME), refletindo uma menor necessidade de financiamento para investimento. No entanto, este comportamento não teve impacto na evolução agregada da procura de crédito pelas empresas.

Bancos antecipam nova quebra na habitação

Para o terceiro trimestre, as instituições financeiras preveem um ligeiro aumento da procura de crédito por parte das PME, transversal aos diferentes prazos de financiamento.

Já no segmento da habitação, os bancos esperam uma nova diminuição da procura de crédito, enquanto os pedidos de financiamento ao consumo deverão manter-se estáveis.

Critérios de concessão mais exigentes

O inquérito mostra também que os bancos adoptaram critérios de concessão ligeiramente mais restritivos no crédito às PME e nos empréstimos empresariais de longo prazo.

No crédito à habitação, verificou-se igualmente um ligeiro endurecimento das condições de concessão, enquanto no crédito ao consumo não foram registadas alterações relevantes.

Segundo o Banco de Portugal, este maior rigor na análise dos pedidos das PME resulta principalmente da percepção de um aumento dos riscos associados à situação financeira e às perspetivas de determinadas empresas e sectores de actividade, bem como, em menor grau, da evolução da economia.

Em sentido inverso, a concorrência entre instituições bancárias contribuiu para uma ligeira flexibilização dos critérios aplicados ao crédito às empresas.

Rejeições aumentam na habitação

Quanto à taxa de rejeição dos pedidos de financiamento, o Banco de Portugal indica que não houve alterações no segmento empresarial.

Já entre os particulares, verificou-se um ligeiro aumento da proporção de pedidos de crédito à habitação recusados, enquanto no crédito ao consumo a taxa de rejeição permaneceu inalterada.

DI com LUSA