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Portugal vai ter 70 novos hotéis até 2028, com aposta no segmento de luxo
Portugal deverá reforçar a sua oferta turística com 70 novos hotéis e mais de 7.500 camas até 2028, numa estratégia cada vez mais centrada no segmento de gama alta e luxo. Segundo dados da consultora JLL, cerca de 60% da nova capacidade prevista corresponde a unidades de categoria superior, evidenciando a mudança estrutural do sector para um turismo de maior valor acrescentado.
Metade dos novos projectos ficará concentrada na Área Metropolitana de Lisboa, consolidando a região como principal destino de turismo ‘premium’ no país e reforçando a sua atractividade junto de investidores internacionais.
O dinamismo do sector é também visível nos números de 2025, ano em que foram inauguradas 83 novas unidades hoteleiras, acrescentando cerca de 4.080 camas à oferta nacional. Apesar de representar o volume mais baixo de nova oferta dos últimos cinco anos, os hotéis de cinco estrelas concentraram cerca de um terço das aberturas e registaram um crescimento de 5% nas dormidas, acima da média do mercado.
No mesmo período, o investimento em hotelaria atingiu 480 milhões de euros, com as transacções a incidirem sobretudo em activos de quatro e cinco estrelas, reflectindo o crescente interesse por unidades de maior qualidade.
Os indicadores operacionais confirmam a robustez do sector. Em 2025, a taxa média de ocupação em Portugal fixou-se nos 67,6%, com Lisboa a atingir 73,5% e o Porto 69,3%. O preço médio por quarto situou-se nos 166 euros a nível nacional, subindo para 176 euros na capital. Já a receita por quarto disponível (RevPAR) alcançou os 112 euros, com Lisboa a liderar com 129 euros.
O turismo em Portugal voltou também a bater recordes, com 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, reforçando a trajectória de crescimento sustentado do sector, ainda que com sinais de estabilização após o forte impulso pós-pandemia.
Paralelamente, observa-se uma maior diversificação geográfica da procura, com regiões como o Norte, o Alentejo e a Península de Setúbal a ganhar peso, enquanto destinos tradicionais, como o Algarve, apresentam uma redução da sazonalidade.
No conjunto, refere a consultora JLL, estes indicadores apontam para um sector hoteleiro mais maduro, resiliente e orientado para segmentos de maior valor, consolidando Portugal como um dos destinos turísticos mais atractivos da Europa.













