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Casa de luxo - Freepik

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Portugal continua no radar internacional para investimento em imobiliário de luxo

26 de março de 2026

O mercado imobiliário premium em Portugal continua a demonstrar dinamismo e a reforçar a sua atratividade junto de investidores internacionais, segundo o Market Report Portugal 2025-2026 da consultora alemã Engel & Völkers.

O estudo, desenvolvido em parceria com o Instituto Marketing Research, analisa a evolução do setor com base nas transações intermediadas pela marca em várias regiões do país, incluindo Norte, Oeste, Lisboa e Centro, Alentejo e Algarve.

Retoma acelerada em 2025 impulsiona mercado

De acordo com o relatório, 2025 marcou uma retoma significativa do mercado imobiliário, num contexto de crescimento económico de 1,9%, sustentado pela procura interna e por um mercado de trabalho robusto.

Este cenário contribuiu para o aumento da confiança de famílias e investidores. No segundo trimestre de 2025, o número de transacções cresceu 15,5%, enquanto o volume total transaccionado ultrapassou 8,9 mil milhões de euros.

Os preços da habitação mantiveram uma forte trajectória de valorização, com uma subida homóloga de 17,7% no terceiro trimestre do ano.

Mercado cada vez mais segmentado

A análise evidencia diferenças significativas entre regiões. No Norte, cidades como Braga e Guimarães apresentam valores médios abaixo dos 1.800€/m², contrastando com o Porto, onde os preços ultrapassam os 4.200€/m².

Na região de Lisboa, os valores mostram maior consolidação, com destaque para Cascais e Estoril, onde o preço médio atinge os 5.591€/m². Já no Alentejo, a Comporta mantém-se como destino premium.

O Algarve reforça o seu posicionamento como principal mercado de luxo, com valores que chegam aos 13.256€/m² na Quinta do Lago e 9.252€/m² no Vale do Lobo.

Segundo o relatório, esta diversidade reflecte um mercado cada vez mais segmentado, onde coexistem zonas de forte valorização internacional e áreas com maior acessibilidade.

Procura continua a superar oferta

Apesar do crescimento, persistem desafios estruturais. O relatório destaca o desequilíbrio entre procura e oferta, estimando-se um défice anual de cerca de 14.000 habitações.

Este desfasamento continua a pressionar os preços, sobretudo nas áreas metropolitanas e zonas costeiras. Embora o licenciamento tenha aumentado cerca de 10% no início de 2025, fatores como a escassez de mão-de-obra e os longos ciclos de construção limitam a resposta do mercado.

Segmento de luxo mantém força internacional

No segmento premium, Portugal continua a afirmar-se como destino competitivo a nível global, impulsionado pela qualidade de vida, segurança e estabilidade económica.

Daniela Rebouta, da Engel & Völkers, destaca a “capacidade de adaptação” do mercado, enquanto Margarita Oltra sublinha a crescente exigência dos compradores, que valorizam factores como sustentabilidade, qualidade de construção e potencial de valorização.

Arrendamento sob pressão crescente

O mercado de arrendamento enfrenta uma pressão crescente, impulsionada pela dificuldade de acesso à compra e pelo aumento da procura, sobretudo nas grandes cidades.

Esta tendência tem contribuído para a subida dos preços e para a redução da oferta disponível, reforçando o papel do arrendamento como alternativa à aquisição.

Perspectivas positivas para 2026

Para 2026, o relatório aponta para um cenário positivo, com previsões de crescimento económico de 2,6% e possível alívio das condições financeiras.

A consultora antecipa que a procura se manterá robusta, tanto na compra como no arrendamento, embora o equilíbrio do mercado continue dependente do aumento da oferta habitacional.