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Mercado imobiliário entra em novo ciclo com preços estáveis e vendas mais lentas

15 de abril de 2026

O mercado imobiliário em Portugal iniciou 2026 com sinais de abrandamento, refletidos na estabilização dos preços e no aumento do tempo necessário para concretizar transacções.

De acordo com a análise trimestral do Doutor Finanças, o preço médio nacional de venda fixou-se nos 3.633 euros por metro quadrado (€/m²) em Março, registando uma ligeira descida de 0,4% face a Janeiro.

Apesar da estabilidade nos valores, os dados revelam uma desaceleração da actividade. O tempo médio de venda aumentou para 125 dias nas moradias e 177 dias nos apartamentos, o que representa subidas de 20% e 48%, respectivamente. Ainda assim, a taxa de absorção subiu para 0,7%, indicando que o mercado continua activo, embora com menor dinamismo.

“O mercado imobiliário entrou num novo ciclo: é hoje mais previsível, mas também mais exigente”, afirma Nuno Leal, sublinhando que os compradores estão mais selectivos e tomam decisões mais ponderadas. O responsável destaca ainda que a escassez de oferta continua a ser um dos principais desafios estruturais do sector.

No segmento de arrendamento, a pressão mantém-se elevada. O preço médio nacional subiu 0,6% entre janeiro e março, fixando-se nos 16,13 euros por metro quadrado. Lisboa lidera os valores, com 20,79 €/m², seguida de Faro (16,62 €/m²) e da Região Autónoma da Madeira (15,92 €/m²).

No que diz respeito à acessibilidade, registou-se uma ligeira melhoria, com o índice a subir de 1,91 para 1,93 para um casal que pretenda adquirir um apartamento T2. Ainda assim, o esforço financeiro permanece elevado, com as famílias a necessitarem, em média, de cerca de metade do rendimento para suportar o crédito habitação — podendo atingir 70% em algumas regiões.

Outra tendência relevante prende-se com a diferença de preços entre tipologias. Em grande parte do país, as moradias apresentam valores por metro quadrado inferiores aos dos apartamentos, refletindo diferenças de localização e procura. Em Lisboa, por exemplo, os apartamentos atingem 5.628 €/m², enquanto as moradias se situam nos 4.650 €/m².

Segundo Bruno Coelho, o abrandamento do mercado não resulta da falta de procura, mas sim de uma maior exigência por parte dos compradores, que comparam mais e demonstram maior sensibilidade ao preço.

Do lado da oferta, o número de imóveis disponíveis registou uma redução de 2,6% no primeiro trimestre, fixando-se nos 73.683. O valor total do stock habitacional também caiu 3,6%, para 43,7 mil milhões de euros.

A combinação entre menor oferta e procura ainda ativa continua a sustentar os preços e a pressionar o mercado de arrendamento, num contexto que aponta para um sector mais equilibrado, mas também mais exigente e selectivo para compradores e investidores.

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