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Há falta de vontade política para construção de cooperativas de habitação - diz a autarca Luisa Salgueiro (PS)

Luisa Salgueiro - Foto CMMatosinhos

Há falta de vontade política para construção de cooperativas de habitação - diz a autarca Luisa Salgueiro (PS)

25 de agosto de 2026

A presidente da Câmara de Matosinhos e anterior presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Luísa Salgueiro, considerou hoje que a construção de habitação recorrendo a cooperativas só não é possível por “falta de vontade política, exclusivamente”, e reclamou uma “medida nacional” para que tal aconteça.

Em declarações aos jornalistas, à margem da entrega das últimas 105 chaves de habitações construídas ao abrigo do Plano de Resiliência e Recuperação (PRR), a socialista Luísa Salgueiro explicou que a Câmara de Matosinhos, no distrito do Porto, tem “tudo pronto” para avançar com a construção de habitação recorrendo a parcerias.





Construção em Matosinhos com apoio do PRR



“Portanto, há muito que reclamamos uma medida nacional que permita o novo ciclo de construção de cooperativas, de habitação pelas cooperativas, e precisamos que o Governo nos acompanhe nesta ambição”, disse.

Questionada sobre o motivo pelo qual a medida ainda não avançou, Luísa Salgueiro respondeu que “por falta de vontade política, exclusivamente”.

Segundo a autarca socialista, Matosinhos está preparado para a possibilidade de recorrer a cooperativas para resolver a questão habitacional.

“Nós aprovamos o Regulamento de Apoio à Construção Cooperativa em Matosinhos, identificamos os terrenos, estamos disponíveis para entregar os terrenos às cooperativas, isentamos as cooperativas que venham a construir da totalidade das taxas urbanísticas e atribuímos um apoio de 75 mil euros por cada projecto para pagar projecto”, apontou.

Luísa Salgueiro referiu ainda que a autarquia já tem o regulamento aprovado, estando “tudo pronto”, “só que as cooperativas precisam de financiamento e a Câmara não pode financiar, está impedida de financiar as cooperativas”.

No total, ao abrigo do PRR, no concelho foram entregues 512 fogos habitacionais, tendo sido executados 122 milhões de euros.

Lusa/DI