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Sustentabilidade

Energia Eólica

Feira dedicada às energias renováveis cresce 70% no espaço de um ano

6 de maio de 2024

O ENERH2O – Energy and Water Innovation & Technology, tem regresso agendado para a Exponor – Feira Internacional do Porto de 25 a 26 de Setembro, e é resultado de uma parceria organizativa luso-espanhola, entre a nortenha OnEvents e a catalã Profei – Promoción de Ferias Internacionales.

Que esperam um total de 90 operadores económicos representativos dos setores em destaque, e que farão transitar o certame para um pavilhão maior do que o da estreia, no ano trasacto.

“O ENERH2O é um evento especializado único no País e veio preencher uma lacuna no domínio das feiras profissionais. Faculta uma abordagem sistematizada e transversal daqueles que são os desafios da transição energética e, evidenciou já a 1.ª edição, permite um networking profícuo”, sublinha Filipe Gomes, director da OnEvents.

Para o director-geral da Profei, Juli Simon Millet, trata-se de um certame que, além de ser ponto de encontro dos profissionais do setor, “acrescenta valor, fruto do seu posicionamento e das sinergias que potencia” para o tecido empresarial, também graças ao facto de aglutinar os segmentos mais relevantes das energias renováveis e dos recursos hídricos, num mesmo momento.

A meta do ENERH2O – Energy and Water Innovation & Technology é reconhecidamente “ambiciosa”, segundo a OnEvents e a Profei. E encontra reflexo noutros objectivos. Um deles é a componente internacional do evento, que, aventa-se, receberá comitivas empresariais de 10 países.


ENERH2O – Energy and Water Innovation & Technology

Altamente especializada, o acontecimento conta receber a visita de cerca de 2.500 profissionais do sector, um quarto dos quais estrangeiros.

“Os recursos hídricos portugueses e espanhóis estão umbilicalmente ligados, resultantes dessa unidade geográfica que é a Península Ibérica. E são similares as grandes questões que atravessam ambos os territórios ao nível da transição energética, rumo a um novo paradigma ambiental e económico no domínio. Mesmo quando se utiliza o compasso das alterações climáticas”, complementa Juli Simon Millet.

“Água não é apenas água. Água é tudo. Tendemos a esquecer amiúde tamanho facto biológico, que água é vida. E a lembrarmo-nos do seu valor vital sobretudo quando começa a rarear nos canos e a escassez a pesar no bolso. Daí a importância de um evento que também põe essa fórmula mágica – H2O, e tudo o que dela energeticamente depende – na torneira do debate. Com desafios sectoriais e oportunidades de negócios à mistura. Mas, daqueles que transversalmente reflectem as questões mais prementes da transicção energética, pelo filtro da sustentabilidade. Ambiental e económica”, pondera Filipe Gomes.

Tratam-se, afinal de contas, de temas que estão na ordem do dia, num momento em que o país ainda não havia saído do Inverno e tinha já 38% do território em seca meteorológica. Com afectação dos preços não só dos produtos que a terra dá, mas dos setores que dela dependem, como o comércio e o turismo. Coisa pouca, perante prospetivas científicas que alertam para a probabilidade de, nas próximas três décadas, Portugal poder vir a perder até 40% da disponibilidade física das massas de água nacionais. O que poderá afetar todo o “mindset” empresarial do setor que pensa e operacionaliza os fluxos do dispositivo energético nacional.

Daí também a importância que assume a componente de conferências do ENERH2O, que recebe especialistas de diversos vetores e sensibilidades. Em 2023, as salas onde decorreram as palestras e debates registaram ocupação plena (num total de 35 iniciativas, com diferentes temas). E prevê-se um reforço de tal cenário em setembro próximo.

De resto, o evento antevê adicionalmente uma subida de 35% no número de visitantes.