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Crédito à habitação cresce 11,2% e regista maior subida em mais de 23 anos

 

Crédito à habitação cresce 11,2% e regista maior subida em mais de 23 anos

25 de setembro de 2026

O crédito à habitação continua a ganhar peso no financiamento bancário em Portugal. O stock de empréstimos para compra de casa atingiu 119.062 milhões de euros em agosto, mais 11,2% do que há um ano, registando o crescimento anual mais elevado desde fevereiro de 2003, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

Em termos absolutos, os bancos tinham em carteira mais 11.951 milhões de euros de crédito à habitação do que em agosto de 2025. Só face a julho, o montante aumentou 1.038 milhões de euros.

A evolução do financiamento à habitação superou o crescimento do conjunto dos empréstimos concedidos às famílias, que aumentou 10,8% em termos anuais, para 154.894 milhões de euros. O crédito ao consumo e para outros fins totalizou 35.833 milhões, mais 9,8% do que um ano antes.

Construção e imobiliário mantêm crescimento de dois dígitos

Também o financiamento bancário às empresas de construção e atividades imobiliárias manteve uma evolução expressiva. Os empréstimos destinados a estes setores aumentaram 11,2% em termos homólogos, embora tenham desacelerado 0,8 pontos percentuais face a julho.

No conjunto das empresas, a evolução foi mais moderada. O stock de crédito empresarial situou-se em 77.364 milhões de euros, menos 621 milhões do que em julho, mas ainda 5,8% acima do registado um ano antes.

Os dados do Banco de Portugal mostram, assim, que a habitação, a construção e as atividades imobiliárias continuam entre os segmentos com maior crescimento do crédito bancário, num contexto de forte procura de financiamento para aquisição de casa e de necessidades de capital por parte das empresas do setor.

Nos depósitos, as famílias tinham 204.182 milhões de euros nos bancos no final de agosto, menos 2.599 milhões do que em julho, mas mais 3,7% em termos homólogos. Já os depósitos das empresas aumentaram para 81.393 milhões de euros, correspondendo a uma subida anual de 11,5%.

Lusa/DI