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Crédito Habitação - Freepik

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Contratos para crédito à habitação subiram 27% face ao ano anterior

19 de março de 2026

As instituições financeiras em Portugal celebraram em 2025 2,2 milhões de novos contratos de crédito, em linha com 2024, tendo o montante contratado subido 30% para 35 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal (BdP).

De acordo com o banco central, 61% dos contratantes eram trabalhadores por contra de outrem e 43% tinha uma escolaridade equivalente ao ensino secundário.

No ano em análise, o peso dos devedores estrangeiros no total voltou a subir, para 15,8%, contra 14,1% em 2024 – destacando-se o peso da nacionalidade brasileira, que representou 44%, seguindo-se Índia e Angola, ambas com 7%.

Para a compra de habitação própria permanente, foram celebrados 105 mil contratos de crédito à habitação, numa subida de 27% face ao ano anterior, tendo envolvido 163 mil pessoas.

De acordo com os dados publicados pelo BdP, metade destes novos créditos tinham um valor igual ou inferior a 170 mil euros e dois terços entre 50 mil e 200 mil euros, sendo que apenas 9% superou os 300 mil euros.

No lado do crédito à habitação, mais de quatro em cada cinco trabalhavam por conta de outrem e mais de metade (54%) tinha um nível de escolaridade superior.

Um outro dado destacado pelo banco central diz respeito à idade dos contratantes, tendo a percentagem de mutuários entre 18 e 35 anos subido 11 pontos percentuais face a 2024, para 58%.

No ano passado, 12% do total de crédito para a habitação destinou-se à aquisição, construção ou realização de obras em habitação secundária ou para arrendamento e aquisição de terrenos para construção, tendo metade valor igual ou inferior a 116 mil euros.

Dentro desta categoria, cerca de um quarto dos contratantes eram estrangeiros, destacando-se EUA (16%), Brasil (12%) e Angola (10%).

No restante crédito, houve 612 mil pessoas com contrato de crédito pessoal, tendo metade destes tido valor igual ou inferior a 4.000 euros.

No caso do crédito automóvel, foram celebrados 242 mil contratos – uma subida de 8% -, tendo 72% tido um valor inferior a 20 mil euros e 1% mais de 50 mil euros.

Se no crédito pessoal houve um equilíbrio entre sexos (51% eram do sexo masculino), no crédito automóvel os contratos concedidos a homens foi de 58%.

Entre o crédito automóvel, 12,5% dos contratantes tinham nacionalidade estrangeira (Brasil 71%, seguindo-se Angola com 4%), enquanto no crédito pessoal a percentagem de contratantes estrangeiros era de 8,7% (liderança de Brasil, com 53%, seguindo-se Angola, com 6% e Índia e Cabo Verde, ambos com 4%).

LUSA/DI