
Colliers aponta recuperação gradual do investimento imobiliário em Portugal
A Colliers antecipa um início de 2026 mais dinâmico, impulsionado pelo fecho de operações transitadas de 2025. No entanto, alerta para uma recuperação selectiva, fortemente dependente da qualidade dos activos, acesso a financiamento e profundidade da procura investidora. Para Portugal, a consultora indica que o contexto de yields estáveis e a maior clareza no ajustamento de preços poderá continuar a suportar actividade, particularmente em ativos prime de retalho, escritórios e hotelaria.
De acordo com o EMEA Capital Markets Snapshot, o último estudo da Colliers, referente ao último trimestre de 2025, Portugal está em destaque por via do crescimento de 18% no volume de investimento em 2025 face ao ano anterior, mantendo yields estáveis.
De acordo com o relatório, o mercado português registou uma distribuição equilibrada do investimento por classe de activos, com o retalho a liderar, com 29% do volume total, seguido dos escritórios e da hotelaria. O segmento de industrial e a logística representou 12,2% do volume global de investimento, refletindo uma menor disponibilidade de produto no mercado.
Segundo Pedro Valente, Managing Director da Colliers Portugal, “o mercado português demonstra resiliência num contexto europeu ainda selectivo. A estabilidade das yields e a recuperação do volume de investimento reflectem maior clareza na formação de preços e confiança crescente dos investidores em ativos prime.”
Perante a situação geopolítica actual, nomeadamente com o conflito no Médio Oriente, Pedro Valente afirma o seguinte: “apesar da situação atual no Irão acredito que esse conflito não terá um impacto negativo significativo nos setores imobiliário e deverá ser de curta duração. Caso a situação seja temporária terá também breve impacto na inflação, e também por essa via o sector do imobiliário em Portugal não será impactado”.
As yields prime (rendimento anual) no final de 2025 fixaram-se em: Escritórios: 5,00%; Logística: 5,75%; Residencial: 5,10%; Retalho: 4,50%; Hotéis: 5,50%. De acordo com este relatório, os segmentos de retalho e de escritórios foram os que mais cresceram em Portugal em 2025 a previsão para 2026 é que o segmento de hotelaria e de retalho continuem a crescer.
A nível europeu, o relatório identifica uma recuperação ainda desigual, com maior dinamismo em mercados como o Reino Unido, França, Espanha e Países Baixos. O sector de data centres mantém-se como o principal motor de crescimento nos segmentos alternativos, enquanto a escassez de produto continua a sustentar valores no segmento logístico.













