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Bruxelas quer transformar a Natura 2000 num motor do turismo sustentável
A Comissão Europeia apresentou novas orientações destinadas a reforçar o papel da rede europeia de zonas protegidas Natura 2000 como um dos principais motores do turismo sustentável na Europa, procurando compatibilizar a valorização económica destes territórios com a protecção dos ecossistemas, dos habitats naturais e das espécies que acolhem.
O objectivo passa por apoiar gestores das áreas protegidas e autoridades nacionais na definição de estratégias que permitam desenvolver a actividade turística sem comprometer os objectivos de conservação e restauro da natureza.
A iniciativa surge numa altura em que o turismo continua a assumir um peso determinante na economia europeia. Em 2024, o sector gerou cerca de 807 mil milhões de euros e sustentou mais de 20 milhões de postos de trabalho em toda a União Europeia.
Também a rede Natura 2000 desempenha um papel económico significativo. Constituída por mais de 27 mil áreas protegidas distribuídas pelos Estados-membros, representa atualmente a maior rede de espaços naturais protegidos do mundo, abrangendo uma parte significativa da biodiversidade europeia.
Segundo a Comissão Europeia, a actividade turística desenvolvida nestes territórios gera entre 50 e 85 mil milhões de euros por ano, sustentando até dois milhões de empregos equivalentes a tempo inteiro, sobretudo em regiões rurais, costeiras e de montanha.
As novas orientações pretendem assegurar que este crescimento económico decorre de forma compatível com a preservação dos valores naturais que tornam estes locais atrativos para os visitantes.
Entre as recomendações apresentadas está a necessidade de evitar o aumento das pressões sobre habitats e espécies sensíveis, promovendo um planeamento integrado da actividade turística e recreativa em cada sítio Natura 2000.
O documento defende igualmente uma aposta crescente no ecoturismo, incentivando formas de viajar que minimizem o impacto ambiental, contribuam para a conservação da natureza e gerem benefícios económicos para as comunidades locais.
Para Bruxelas, a protecção da biodiversidade e o desenvolvimento económico não devem ser encarados como objetivos incompatíveis. Pelo contrário, considera que uma gestão sustentável das áreas protegidas pode reforçar simultaneamente a competitividade dos destinos turísticos e a resiliência dos ecossistemas, assegurando a preservação do património natural europeu para as gerações futuras.
Pode encontrar mais informações sobre as novas orientações relativas à rede Natura 2000 e ao turismo sustentável nesta página.















