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Portugal: mercado atractivo para “Centros de Serviços Partilhados”

 

Portugal: mercado atractivo para “Centros de Serviços Partilhados”

6 de abril de 2018

Portugal ganha lugares no ranking dos países mais atractivos para a instalação de “Centros de Serviços Partilhados”, destacando-se da Irlanda, Republica Checa e Polónia, tradicionalmente países atractivos nesta área.

Os argumentos apresentando pelo nosso país como factores de atractividade neste mercado são a qualidade de recursos humanos, a sua localização geográfica, acessibilidades, estabilidade do país e sector imobiliário atractivo.

As conclusões constam de um estudo apresentado pela Savills Aguirre Newman o primeiro estudo sobre “Centros de Serviços Partilhados em Portugal - Shared Services | A Real Estate Approach”, no qual são revelados as principais tendências, dinâmicas e comportamentos imobiliários no sector.

 

O que são os “Shared Services”

Trata-se de um conceito decorrente da globalização que percorre a economia no planeta, devido à crescente preocupação por parte das empresas no que se refere à optimização dos seus recursos internos. Omodelo tradicional sofreu alterações, resultando na adopção de um novo conceito: Shared Services ou serviços partilhados, que pressupõe pontos de serviço estruturados e centralizados, oferecendo habitualmente funções nas áreas dos Recursos Humanos, Contabilidade, Tecnologias, entre outros.

As grandes empresas e organizações optam, com resultados evidentes, em termos de custos e operacionalidade, pela centralização de funções e actividades da sua organização num determinado país ou região, em vez de essa mesma actividade ou função se dispersar cumulativamente por vários países.

Segundo o estudo da Savills Aguirre Newman é possível observar que as principais vantagens dos Centros de Serviços Partilhados são: “redução de custos, aumento da produtividade, melhoria da qualidade dos serviços e crescimento da empresa”.

Além destas vantagens, vários factores como a falta de barreiras geográficas, a melhoria de capacidades linguísticas dos colaboradores, a optimização de custos e a personalização, facilitam e permitem actualmente a instalação de centros de serviços partilhados em diversos países.

 

Centros de Serviços Partilhados em Portugal

Teresa Cachada, Analista do Departamento de Consultoria da Savills Aguirre Newman comenta: “No que diz respeito à nossa realidade, as empresas globais identificam Portugal, cada vez mais, como um país com características atractivas e distintas para posicionar e instalar os seus centros de serviços partilhados. A qualidade dos nossos Recursos Humanos é um factor de destaque e muito valorizada pelas empresas. A localização estratégica de Portugal, bem como as acessibilidades, estabilidade social e o forte investimento realizado em infraestruturas também são critérios relevantes e que fazem do nosso país uma opção cada vez mais clara e de destaque para as empresas deste sector”.

Dado o leque de factores que pesam na escolha de um local para a instalação de um Centro de Serviços Partilhados, Portugal pode apresentar argumentos de peso para essa escola. Vejamos:

Qualidade dos Recursos Humanos: mais de 73.000 diplomados por ano. Cerca de 40,1% dos estudantes têm conhecimentos de duas ou mais línguas estrangeiras

Localização Geográfica: Fuso horário GMT+00, proximidade com outras cidades europeias e com o continente Africano

Acessibilidades: Rede ferroviária e rodoviária com rápido alcance a vários pontos do país

Estabilidade do País: Portugal é o 3.º país mais pacífico do mundo, o que reflecte uma grande estabilidade social

 

Sector Imobiliário Atractivo

Lisboa, sem surpresas, é a cidade portuguesa com maior número de centros de serviços partilhados actualmente, identificando-se mais de 20 centros na cidade, seguida do Porto com mais de 10 e Braga com mais de 5. Mas não se pense que o mercado potencial passa por Lisboa ou Porto, quanto muito o litoral, e o resto é… paisagem. Ao contrário, regiões do interior do país apresentam um excelente potencial de atractividade – referiu ao DI Teresa Cachada, autora do estudo da Savills Aguirre Newman.

A competição entre regiões acaba por ser salutar e contribuir para a maior visibilidade de Portugal neste ainda «nicho de mercado». O estudo refere precisamente papel fundamental que cada região tem tido na sua promoção, através de abordagens que concedem aconselhamento/acolhimento de projectos, apoio às empresas e incentivos, fundos comunitários, apoios à contratação, redução de IMI, entre outros, por meio de programas como o Invest Lisboa, Invest Porto, Invest Braga, Choose Coimbra e Famalicão Made In.

Isto para não ainda do interesse demonstrado por outras cidades, como o Fundão, Setúbal e Figueira da Foz, por apresentarem polos universitários que permitem a atracção de talento por um lado e custos relativamente mais baixos face aos grandes centros urbanos, por outro.

 

Requisitos imobiliários nos escritórios

A existência de edifícios centrais, visíveis, com boa proximidade a serviços e acessos a transportes públicos são os principais requisitos procurados pelas empresas e isso terá que ser levado em conta por promotores e responsáveis autárquicos.

A crescente procura de espaços e a limitação da oferta, segundo o estudo, tem conduzido igualmente à reabilitação de edifícios e à consequente valorização de determinadas zonas das cidades.

No que concerne ao interior dos escritórios, o estudo esclarece ainda que os “open spaces, salas de reunião, copa, áreas técnicas, lugares de estacionamentos, espaços de convívio, facility managements, phone booths, think tanks, cantina e capacidade de expansão” são nomeados como os principais requisitos que valorizam um edifício, bem como o conforto e bem-estar dos colaboradores.

 

Tendências do mercado

Os “Centros de Serviços Partilhados” constituem um mercado relativamente recente e as tendências para os próximos tempos passam pela multifuncionalidade dos centros, tipos de edifícios, novas zonas para explorar e design dos novos escritórios.

O estudo refere que habitualmente, os centros de serviços partilhados começam por funcionar apenas com uma área. “No entanto, o sucesso da mesma poderá levar a uma expansão e integração de outras áreas” - refere.

A região Centro e Alentejo de Portugal são vistas como as novas zonas a explorar, por apresentarem taxas de desemprego jovem (com idade inferior a 25 anos) de 12,4% e 13,9%, respectivamente.

Ao nível do design dos escritórios, procuram-se características que permitam uma maior mobilidade dos colaboradores, assim como o aumento de espaços que tragam valor acrescentado para o trabalho e permitam maior flexibilidade e dinâmica. Reinventar os espaços é uma prioridade, de forma a tornar o local de trabalho especial e que contribua para o aumento de desempenho dos colaboradores. Têm a palavra os arquitectos, mas não só, já que as novas e inovadores soluções passam pela conceptualização de um infindável número de incógnitas que, em última instância, proporcionem as melhores soluções.

 

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