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Turismo cresce 2,3% em hóspedes no 2.º trimestre, mas ritmo de dormidas abranda

 

Turismo cresce 2,3% em hóspedes no 2.º trimestre, mas ritmo de dormidas abranda

14 de agosto de 2026

O sector do alojamento turístico registou 9,4 milhões de hóspedes e 23,3 milhões de dormidas no segundo trimestre de 2026, o que corresponde a aumentos homólogos de 2,3% e de 1,2%, respectivamente – revela hoje o INE. O crescimento das dormidas desacelerou face ao primeiro trimestre do ano, quando tinha sido de 1,4%.


Proveitos continuam a crescer acima das dormidas

Os proveitos totais do sector atingiram 2,1 mil milhões de euros, mais 5,2% do que no mesmo período de 2025, enquanto os proveitos de aposento totalizaram 1,6 mil milhões de euros, um aumento de 4,5%. Ambos os indicadores cresceram, no entanto, a um ritmo inferior ao registado no trimestre anterior, quando tinham subido 5,9% e 5,3%, respectivamente.


Mercados externos continuam a dominar

Os mercados externos mantiveram-se predominantes, representando 71,9% do total de dormidas, com 16,7 milhões — mais 0,5% do que há um ano. Já as dormidas de residentes cresceram 3,2%, para 6,5 milhões, acelerando pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2025.

A dependência dos mercados externos, medida pela proporção de dormidas de não residentes no total de cada região, foi mais elevada na Grande Lisboa (82,5%), seguida da Região Autónoma da Madeira (82,1%) e do Algarve (81,6%). Em sentido oposto, o Centro (32,6%) e o Alentejo (34,6%) foram as regiões menos dependentes de turistas estrangeiros.


Algarve lidera dormidas, Norte destaca-se junto de residentes

O Algarve foi a região com maior concentração de dormidas no trimestre, absorvendo 27,2% do total nacional, seguido da Grande Lisboa (23,4%) e do Norte (18,5%). Enquanto as dormidas de residentes se concentraram sobretudo no Norte (22,6% do total), as de não residentes tiveram no Algarve o seu principal destino, com 30,9%.


Salários no sector sobem, mas ficam abaixo da média nacional

Segundo dados da Declaração Mensal de Remunerações transmitida à Segurança Social e da Relação Contributiva dos subscritores da Caixa Geral de Aposentações, a remuneração bruta mensal por trabalhador nas actividades de Alojamento (divisão 55 da CAE-Rev.3) aumentou 5,7% no segundo trimestre, face ao período homólogo, fixando-se em 1.451 euros. Este valor ficou 384 euros abaixo da remuneração bruta mensal média do total da economia, que registou um crescimento de 5,1% no mesmo período.

O Instituto Nacional de Estatística ressalva que os resultados do segundo trimestre poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelo efeito associado ao período da Páscoa.