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Avenida dos Campos Elísios, em Paris, França - Foto DI

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Rendas nas principais ruas de luxo europeias deverão subir em 2026

13 de maio de 2026

Cerca de metade das principais ruas de comércio de luxo da Europa deverá registar aumentos de renda em 2026, contrariando a desaceleração global observada no mercado internacional de retalho premium. A conclusão é do estudo Global Luxury Retail Outlook 2026, da Savills, que analisou 27 destinos de luxo em todo o mundo.

Segundo o relatório, as rendas prime globais cresceram apenas 0,9% em 2025, depois de terem aumentado 6,6% em 2024. Já a Europa destacou-se pela resiliência, com um crescimento de 1,2%, sustentado sobretudo pelas localizações de topo, onde a escassez de oferta continua a pressionar os valores.

Em Portugal, Lisboa mantém-se no radar das principais marcas internacionais de luxo. De acordo com José Galvão, Head of Retail da Savills Portugal, a Avenida da Liberdade continua a registar elevada procura e deverá receber novas insígnias internacionais nos próximos anos.

“Lisboa, e em especial a Av. da Liberdade, continua com elevada procura por parte das principais marcas de luxo internacionais. Nos próximos dois anos está prevista a entrada de várias marcas pela primeira vez no mercado nacional”, afirma o responsável.

Segundo a consultora, a combinação entre forte procura e oferta limitada deverá continuar a sustentar a valorização das rendas na capital portuguesa, à semelhança do que acontece noutras capitais europeias.

Londres surge como um dos exemplos mais evidentes desta dinâmica. Em 2025, 42% das novas lojas de luxo abertas na capital britânica resultaram de expansões de espaços já existentes ou mudanças para lojas maiores, a percentagem mais elevada entre as cinco principais cidades globais do segmento.

Anthony Selwyn, Co-Head of Global Retail da Savills, explica que o mercado não enfrenta uma quebra de procura, mas sim um processo de reajustamento estratégico.

“A oferta em localizações prime está tão limitada que a qualidade e a escassez das oportunidades passaram a ditar toda a atividade. Na Europa, a competição pelos melhores espaços intensificou-se ao ponto de criar pressão nas rendas, mesmo num contexto económico desafiante”, refere.

O crescimento das rendas não se limita às grandes capitais tradicionais do luxo, como Londres, Paris ou Milão. O estudo identifica também aumentos em cidades como Amesterdão, Viena e Copenhaga, refletindo uma expansão geográfica do retalho premium europeu.

Marie Hickey, Global Retail Research Lead da Savills, considera que o mercado entrou numa fase de maior cautela após a forte recuperação registada em 2024. “A Europa continua a destacar-se, mas o crescimento está concentrado num número restrito de ruas, onde a procura constante colide com uma oferta cronicamente escassa”, afirma.

Perante a dificuldade em encontrar espaços disponíveis nas localizações mais consolidadas, algumas marcas internacionais estão já a apostar na criação de novos eixos comerciais de luxo, expandindo as zonas prime tradicionais para áreas adjacentes das cidades europeias.



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