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Ordem dos Arquitectos vai apoiar selecção das equipas para o Novo Aeroporto de Lisboa

 

Ordem dos Arquitectos vai apoiar selecção das equipas para o Novo Aeroporto de Lisboa

22 de julho de 2026

A Ordem dos Arquitectos (OA) e a ANA – Aeroportos de Portugal assinam hoje um protocolo de colaboração destinado a apoiar a selecção das equipas de arquitectura responsáveis por alguns dos principais projectos do futuro sistema aeroportuário nacional, no âmbito do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL).

O acordo é formalizado durante a cerimónia de apresentação da Expansão e Modernização do Sistema Aeroportuário Nacional, promovida sob o tema "Infraestruturas Estruturantes – Ligar Portugal ao Mundo", que decorre no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Ao abrigo deste protocolo, a Ordem dos Arquitectos prestará apoio técnico especializado na preparação, desenvolvimento e acompanhamento dos procedimentos de selecção das equipas responsáveis pelo projecto do Terminal de Passageiros e do Terminal Protocolar do Aeroporto Luís de Camões.

A colaboração abrangerá a definição das componentes técnicas dos concursos, a elaboração dos critérios de avaliação e a apreciação técnica das propostas, procurando garantir processos de selecção assentes na competência técnica, transparência e valorização do interesse público.


Avelino Oliveira Presidente da OA - Foto de Miguel Baltazar

Para o presidente da Ordem dos Arquitectos, Avelino Oliveira, o desenvolvimento do novo aeroporto representa uma oportunidade para afirmar a capacidade dos arquitectos portugueses em projectos de grande dimensão.

"O novo aeroporto e as restantes infraestruturas associadas representam um dos mais importantes investimentos públicos das próximas décadas e uma oportunidade única para afirmar a capacidade técnica, criativa e inovadora dos arquitetos portugueses. A qualidade destes projectos terá impacto durante gerações e exige processos de seleção que privilegiem a competência, a visão estratégica e o equilíbrio com o espaço público."

Arquitectura como factor estratégico

A Ordem dos Arquitectos considera que a sua participação se enquadra numa visão mais ampla sobre o papel da arquitectura no desenvolvimento das infraestruturas que irão servir o país nas próximas décadas.

Num contexto marcado pelos desafios da sustentabilidade, da inovação tecnológica, da mobilidade e da competitividade territorial, a OA defende que as grandes obras públicas devem ir além da sua função operacional, constituindo exemplos de qualidade arquitetónica, eficiência ambiental e integração no território.

Segundo Avelino Oliveira, "um país que se prepara para o futuro é um país que investe em infraestruturas resilientes, sustentáveis e capazes de responder aos desafios das próximas décadas", acrescentando que a arquitectura é essencial para conciliar funcionalidade, identidade, inovação e qualidade de vida.

Reforçar a transparência nos processos

A Ordem entende ainda que o protocolo constitui um sinal de reforço da cooperação institucional e da valorização do conhecimento técnico independente nos processos de decisão.

"O protocolo representa um sinal de maturidade institucional e de reconhecimento da importância do conhecimento técnico independente na qualificação dos processos de decisão. As grandes infraestruturas nacionais devem resultar dos melhores contributos disponíveis e de procedimentos transparentes que coloquem a qualidade no centro das escolhas", sublinha o presidente da OA.

Com esta parceria, a Ordem dos Arquitectos reforça a sua missão de promover a arquitectura enquanto disciplina de interesse público e de contribuir para a qualificação do território, a modernização das infraestruturas nacionais e a construção de um país mais competitivo, sustentável e preparado para os desafios do futuro.