Mercados imobiliários em ambiente de elevados custos de financiamento
O Banco Central Europeu (BCE) acaba de publicar um estudo sobre o sector e as suas repercussões no sistema bancário. Entre as conclusões do estudo, o BCE refere que “Apesar da queda dos preços imobiliários e do aumento dos custos de financiamento nos mercados imobiliários, os mercados de trabalho robustos estão actualmente a ajudar a mitigar o risco de crédito nas carteiras hipotecárias”. Alertando, porém, que “qualquer enfraquecimento substancial do mercado de trabalho representaria riscos significativos para as carteiras de imóveis residenciais”.
O sector imobiliário comercial da zona do euro, em declínio, poderá enfrentar dificuldades durante anos, afirma o estudo do Banco Central Europeu, representando uma ameaça para os bancos e investidores que o financiaram.
As situações preocupantes que o sector imobiliário está a passar em países como a Suécia e a Alemanha são um sinal de alerta para os peritos do BCE autores do estudo.
Os preços dos imóveis comerciais foram atingidos pela fraqueza económica e pelas elevadas taxas de juro ao longo do último ano, desafiando a rentabilidade e o modelo de negócio do sector, afirmam.
Embora considerem que o sector não é suficientemente grande para criar um risco sistémico para os credores, argumenatam, no entanto, que ele poderá aumentar efeitos nefastas e substanciais em todo o sistema financeiro e ter um grande impacto nas empresas financeiras, desde fundos de investimento a empresas de seguros, colectivamente conhecidos como bancos paralelos.
O estudo agora elaborado pela instituição presidida pela senhora Lagarde refere que “ Muitos países aumentaram as reservas de capital macroprudenciais ou implementaram medidas baseadas nos mutuários em resposta ao aumento das vulnerabilidades RRE após a pandemia ter diminuído.