
O futuro Panorama, em Benfica.
MELLO RDC investe 50 milhões de euros na reconversão de edifício de escritórios para habitação em Benfica
A MELLO RDC, family office gerido por António Ribeiro da Cunha, está a investir 50 milhões de euros na reconversão de um edifício de escritórios em Benfica, Lisboa, num novo empreendimento residencial destinado sobretudo à classe média.
O projeto
Adquirido ao Grupo Ageas, o imóvel, localizado na Rua Alfredo Guisado, será transformado no edifício Panorama, com cerca de 11.000 m² de área acima do solo, atualmente em processo de licenciamento na Câmara Municipal de Lisboa. O empreendimento prevê 85 apartamentos, com tipologias T1, T2 e T3, com projeto de arquitetura a cargo do atelier Posto 9.
Com fachadas orientadas a sul e vistas sobre Monsanto, o edifício beneficia da proximidade a duas estações de metro, à Segunda Circular e à Radial de Benfica. A obra deverá arrancar no segundo semestre de 2027, com conclusão prevista para o final de 2029. Os apartamentos terão um valor de referência de cerca de 6.500 euros por m².
António Ribeiro da Cunha, CEO da MELLO RDC, afirma: "Estamos muito motivados para fazer um projeto marcante na cidade, com todas as condições para as famílias viverem com qualidade de vida. Este projeto, como outros que temos desenvolvido, terá diferentes áreas de qualidade, varandas amplas, estacionamento, arrecadações e amenities para exercício físico e para crianças."
Reconversão de ativos como eixo estratégico
O edifício Panorama integra uma estratégia da MELLO RDC centrada na reabilitação de edifícios existentes em Lisboa, adaptando ativos que tiveram anteriormente outras utilizações às necessidades atuais do mercado residencial. "A MELLO RDC, por norma, é um promotor que trabalha muito em Lisboa e no centro da cidade. Nesse sentido, a reconversão de edifícios que já tiveram outra vida está no nosso ADN e estamos muito habituados a fazê-lo", explica Ribeiro da Cunha.
Segundo o responsável, "há de facto mercado para a reconversão de edifícios de escritórios das décadas de 60, 70 e 80, em Lisboa, que já não têm as condições que as empresas procuram para os escritórios e seus colaboradores. Estamos empenhados em reconverter alguns desses edifícios para habitação." A empresa encontra-se atualmente a analisar novas oportunidades de reconversão em Lisboa, abrangendo diferentes tipologias de ativos.
Modelo de investimento
O investimento no Panorama será realizado com capital da MELLO RDC e de um grupo de family offices e investidores privados que acompanham a empresa nos projetos de maior dimensão. "Gostamos deste modelo de negócio com partilha de risco e de resultados, que também nos permite ter a capacidade de ter uma equipa alargada para fazer face às diferentes frentes que temos neste momento", afirma Ribeiro da Cunha, acrescentando que a própria equipa interna da empresa participa como investidora nos projetos, em menor escala.
Outros projetos de reconversão
A estratégia da MELLO RDC está também presente noutros projetos residenciais em Lisboa, entre os quais o FREEDOM, resultante da recuperação de uma antiga garagem dos anos 1940, com 23 apartamentos — dos quais 19 já vendidos —, destinado a jovens urbanos e preservando a arquitetura original do edifício. Outro projeto de referência é o Quarteirão Inglês, resultante da reabilitação de um conjunto de quatro edifícios adquiridos ao Governo do Reino Unido, incluindo o antigo Hospital dos Ingleses, o Teatro Estrela Hall — reservado para o futuro Centro de Saúde da Estrela — e o Palacete do antigo Capelão.
Sobre a MELLO RDC
A MELLO RDC é um family office com sede em Lisboa, que desenvolve a sua atividade sobretudo como promotor de projetos residenciais e, ocasionalmente, de edifícios de uso misto e de escritórios. Na vertente de Private Equity, foca-se em posições minoritárias em empresas dos setores agroindustrial, turismo e lazer — onde se insere a Tangerine Rent a Car — e energia, área em que detém, em conjunto com a Iberis Capital, a G3 – Go Green Gas, rede de postos de combustível de biometano para transporte de longo curso e de passageiros. Tornou-se ainda recentemente o maior acionista da Grow Energy Invest, veículo de energias renováveis, através da compra da posição do Fundo Revitalizar Norte, gerido pela Explorer.

















