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Investimento em construção cresce 5,5% em 2025
O investimento em construção em Portugal aumentou 5,5% em 2025, num contexto de crescimento moderado da economia nacional, segundo dados doInstituto Nacional de Estatística hoje divulgados. De acordo com as Contas Nacionais Trimestrais, o PIB português registou um crescimento homólogo de 1,9% no mesmo período.Os dados são hoje revelados pela AICCPN – Associação dos Industriais da Construção e Obras Públicas Nacional.
O sector da construção destacou-se pelo contributo para a actividade económica, com o Valor Acrescentado Bruto (VAB) a crescer 1,7% face ao ano anterior.
Licenciamento de habitação cresce
A evolução do sector foi acompanhada por um aumento de 1,8% no licenciamento total de obras de edificação e reabilitação em 2025. O crescimento foi impulsionado sobretudo pela habitação familiar, cujas licenças aumentaram 3,3%, enquanto os licenciamentos para edifícios não residenciais recuaram 2,7%.
Destaca-se também o aumento do número de fogos licenciados em construções novas, que subiu 20,1% em termos homólogos, totalizando 41.592 alojamentos.
Custos continuam a pressionar sector
Apesar dos indicadores positivos, o sector continua a enfrentar pressões nos custos de produção. O Índice de Custos de Construção de Habitação Nova aumentou 4% em 2025, impulsionado sobretudo pelo crescimento de 7,7% nos custos de mão de obra, enquanto os preços dos materiais registaram uma subida mais moderada de 0,9%.
O consumo de cimento também apresentou uma evolução positiva, embora mais moderada, com um aumento homólogo de 0,7%.
Obras públicas atingem valor recorde
No segmento das obras públicas, 2025 registou um desempenho histórico. O valor dos concursos de empreitadas lançados atingiu 10.041 milhões de euros, um aumento de 21% face a 2024.
Já o montante dos contratos celebrados e reportados no Portal Base alcançou 7.568 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 48%.
Em Janeiro de 2026, os valores registaram uma redução face ao mesmo mês do ano anterior — com 450 milhões de euros em concursos promovidos (-41%) e 190 milhões de euros em contratos celebrados (-46%) —, uma evolução atribuída a efeitos sazonais e ao elevado nível de actividade registado no final de 2025.













