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Habitação em Portugal: mais fogos previstos, mas preços e crédito continuam a subir
O consumo de cimento em Portugal atingiu 2,828 milhões de toneladas nos primeiros oito meses de 2026, registando um crescimento homólogo de 6,4%. No mesmo período, o número de fogos novos licenciados aumentou 4,1%, para 29.030 habitações, apesar da redução do número total de projetos licenciados, segundo os dados divulgados na Síntese Estatística da Habitação da AICCOPN.
No setor habitacional, entre janeiro e agosto foram licenciados 12.805 projetos, menos 7,3% do que no período homólogo. Em sentido contrário, o número de fogos novos previstos nesses projetos aumentou 4,1%, totalizando 29.030 habitações. Os dados apontam, assim, para uma redução do número de projetos, acompanhada por um aumento do número de fogos previstos.
A evolução do consumo de cimento reforçou a tendência de crescimento observada ao longo do ano, com a taxa homóloga a subir de 6% até julho para 6,4% até agosto.
Crédito à habitação atinge máximos históricos
O financiamento à habitação manteve igualmente uma evolução positiva. As novas concessões de crédito à habitação, excluindo renegociações, totalizaram 16.653 milhões de euros nos primeiros oito meses de 2026, um aumento homólogo de 12,5%.
Em agosto, o stock de crédito à habitação atingiu 119.062 milhões de euros, o valor mais elevado da série apresentada, correspondendo a um crescimento de 11,2% face ao mesmo mês do ano anterior.
Também a avaliação bancária da habitação registou uma subida expressiva. Em agosto, o valor médio fixou-se em 2.254 euros por metro quadrado, mais 14,7% do que no período homólogo.
Por tipologia, os apartamentos apresentaram uma valorização de 17%, enquanto nas moradias o aumento foi de 12,6%.
Área Metropolitana do Porto regista crescimento de 12% nos fogos licenciados
Na Área Metropolitana do Porto, a evolução do licenciamento de habitação nova foi mais expressiva. Nos 12 meses terminados em agosto de 2026, foram licenciados 10.846 fogos em construções novas, mais 12% do que os 9.641 registados no período homólogo.
A distribuição por tipologia revela que os apartamentos T0 e T1 representaram 38% do total de fogos licenciados. As habitações T2 corresponderam a 33%, enquanto as tipologias T3 representaram 24%. Os fogos de tipologia T4 ou superior concentraram os restantes 5%.
Os indicadores mostram uma evolução positiva do consumo de cimento, do número de fogos novos previstos e do crédito à habitação nos primeiros oito meses do ano. Na Área Metropolitana do Porto, o crescimento do licenciamento de habitação nova destaca-se, com um aumento de 12% no período de 12 meses terminado em agosto.














