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NextGeneration MC - Construir um Futuro Sustentável nos Materiais de Construção

NextGeneration MC - Construir um Futuro Sustentável nos Materiais de Construção

Empresas de materiais de construção com um grau intermédio de maturidade logística

18 de março de 2026

Empresas de materiais de construção apresentam um grau intermédio de maturidade logística, revela um inquérito levado a cabo pela APCMC – Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção. 

O inquérito de diagnóstico realizado às empresas do sector foi apresentada no último workshop “Supply Chain e Logística nos Materiais de Construção”, promovido pela APCMC, no âmbito do projecto NextGeneration MC – Construir um Futuro Sustentável nos Materiais de Construção e apoiado pelo COMPETE 2030.

A sessão permitiu discutir temas como a maturidade operacional das empresas, a optimização das cadeias de abastecimento e a necessidade de alinhar estratégias logísticas com mercados cada vez mais competitivos.

De acordo com a intervenção de Bárbara Fraga, da Logistema — que conduziu o inquérito junto das associadas da APCMC —, das 20 empresas que responderam ao questionário, 15% apresentavam um nível avançado de conhecimento, 35% um nível básico e 50% um nível intermédio.

De realçar que 75% das empresas facturam entre 5 e 25 milhões de euros (2024); 60% têm menos de 40 colaboradores e todas contam com mais de 20 anos de atividade.

Na sua intervenção, Bárbara Fraga destacou a importância da evolução das operações logísticas para modelos de maior eficiência e resiliência, capazes de responder às novas exigências do comércio e da distribuição.

“Num contexto de profunda transformação do comércio e da distribuição, a logística assume um papel cada vez mais crítico na competitividade das empresas que, para além de desenvolverem a maturidade operacional, são impulsionadas a evoluir para modelos de excelência capazes de responder a mercados mais exigentes”, explica Bárbara Fraga.

Para além da apresentação dos resultados sobre o estado de maturidade das empresas em relação à logística, foram também apresentados e discutidos os passos a seguir para melhorar a eficiência nesta área. As medidas concretas de implementação farão parte de um Guia que está a ser preparado.

O papel da inteligência artificial e da automação de processos

O workshop contou ainda com a intervenção de Ricardo Silva, CEO e fundador da Engibots, sobre o tema “IA & Automação de Processos de Negócio: da eficiência operacional à vantagem competitiva”.

Na sua intervenção, Ricardo Silva explorou o papel da inteligência artificial e da automação de processos na transformação das organizações, demonstrando como estas tecnologias podem reduzir tarefas manuais, melhorar o controlo das operações e aumentar a produtividade das equipas. Foram também apresentados exemplos práticos de automatização de processos administrativos, financeiros e operacionais, com impacto directo na escalabilidade e competitividade das empresas.

Na sua intervenção, Ricardo Silva destacou que o "objectivo deste workshop foi mostrar como a Inteligência Artificial e a Automação de Processos de Negócio podem transformar, de forma pragmática, operações manuais e desconectadas em fluxos inteligentes, automáticos e controlados. Através de exemplos práticos e casos reais, foi apresentada uma abordagem clara para identificar processos com maior impacto, reduzir riscos operacionais e libertar tempo das equipas para atividades de maior valor estratégico”.

A iniciativa integrou ainda as acções de capacitação promovidas pela APCMC para apoiar as empresas da fileira na adaptação às novas exigências tecnológicas e organizacionais, reforçando a importância de uma gestão estratégica da cadeia de abastecimento para melhorar a eficiência, reduzir custos e aumentar a competitividade do sector.