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Eficiência energética em casa: poupanças até 33% com climatização e eletrodomésticos inteligentes

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Eficiência energética em casa: poupanças até 33% com climatização e eletrodomésticos inteligentes

25 de agosto de 2026

A adopção de medidas de eficiência energética pode permitir poupanças até 33% na energia consumida pelas famílias, segundo dados da Agência Internacional da Energia (IEA) citados pela Haier. Num contexto em que os custos de energia continuam entre as principais preocupações das famílias portuguesas, a modernização de equipamentos surge como uma das medidas com maior impacto na redução dos consumos domésticos.


De onde vêm as poupanças

Segundo a IEA, estas poupanças resultam da combinação de vários factores: equipamentos mais eficientes, tecnologias inteligentes e hábitos de consumo mais conscientes. O potencial de redução varia consoante as características de cada habitação e a antiguidade dos equipamentos já instalados, mas a substituição de electrodomésticos e sistemas de climatização antigos por modelos mais recentes é apontada como um primeiro passo relevante.

Além de consumirem menos electricidade e água ao longo da sua vida útil, os equipamentos mais recentes incorporam sensores, conectividade e algoritmos capazes de optimizar automaticamente o seu funcionamento, ajudando a evitar desperdícios sem comprometer o conforto.


O papel da inteligência artificial

A inteligência artificial tem vindo a alterar a forma como os electrodomésticos funcionam. Nos equipamentos mais recentes, esta tecnologia permite reconhecer padrões de utilização e ajustar automaticamente diferentes parâmetros para optimizar o desempenho. Na climatização, sensores e algoritmos podem monitorizar continuamente temperatura, humidade e, nalgumas soluções, a ocupação dos espaços, adaptando o funcionamento em tempo real.

Rui Silva, Post Sales Coordinator HVAC Portugal da Haier, a multinacional chinesa que lidera o mercado de grandes electrodomésticos, explica que "a inteligência artificial permite que os electrodomésticos aprendam os hábitos de utilização, ajustem automaticamente os consumos e reduzam desperdícios sem que os utilizadores tenham de alterar significativamente a sua rotina". Segundo o responsável, "esta evolução estende-se também à climatização, onde sensores e sistemas inteligentes permitem adaptar o funcionamento dos equipamentos às condições reais de cada espaço".


Climatização: a eficiência começa antes de ligar o equipamento

Nos meses de maior calor, a climatização assume um peso particularmente relevante no consumo energético das habitações. A escolha de um equipamento adequado à dimensão e às características do espaço é fundamental, mas a instalação, a configuração e a manutenção têm também impacto directo no desempenho do sistema.

Um dimensionamento correcto evita que o equipamento trabalhe de forma excessiva para atingir a temperatura pretendida, enquanto sensores permitem ajustar o funcionamento às condições reais do espaço. A manutenção regular, por sua vez, ajuda a preservar o desempenho ao longo do tempo, e a monitorização por aplicações móveis permite identificar desvios e antecipar necessidades de manutenção.


Imagem de macrovector em Magnific


Pequenos gestos que fazem diferença

Para além da tecnologia, existem hábitos simples que contribuem para um consumo mais eficiente. Na climatização, manter portas e janelas fechadas durante o funcionamento do ar condicionado, evitar diferenças excessivas entre a temperatura interior e exterior, e limpar regularmente os filtros são medidas que ajudam a optimizar o desempenho dos equipamentos.

Quando combinados com sistemas inteligentes, estes gestos tornam-se mais fáceis de gerir: através de aplicações móveis, é possível monitorizar consumos, receber recomendações de utilização e programar equipamentos à distância.


Uma questão também de sustentabilidade

Consumir menos energia representa uma vantagem económica para as famílias, mas contribui também para a redução das emissões associadas à produção de electricidade e para uma utilização mais responsável dos recursos. À medida que as casas se tornam mais inteligentes e conectadas, a tendência aponta para uma gestão energética cada vez mais automática e personalizada, capaz de reduzir desperdícios de forma praticamente imperceptível para os utilizadores.