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Rui Torgal, CEO da ERA Portugal

Rui Torgal, CEO da ERA Portugal

ERA Portugal arranca 2026 com melhor trimestre de sempre e mais de 600 milhões em negócios

7 de maio de 2026

A ERA Portugal registou o melhor primeiro trimestre da sua história, com um volume de negócios superior a 600 milhões de euros, traduzindo um crescimento de 8,3% face ao mesmo período de 2025.

Os primeiros meses do ano evidenciaram uma trajectória positiva, com Janeiro e Fevereiro a apresentarem estabilidade e Março a destacar-se como o mês mais forte. No total, a facturação ultrapassou os 30 milhões de euros, um aumento de 8%, sendo 95% gerados pela própria rede.

Em termos operacionais, a ERA concretizou mais de 3.070 transacções no trimestre. O valor médio dos imóveis fixou-se nos 225 mil euros, reflectindo uma valorização homóloga de 2%, impulsionada também pela dinâmica da obra nova.

Oferta reforça-se num mercado pressionado

A rede registou cerca de 9.200 angariações, mais 4% em termos homólogos, com Março a voltar a destacar-se ao ultrapassar as 3.500 novas entradas — um crescimento de 26% face ao mês anterior.

Este aumento da oferta surge num contexto marcado por um desequilíbrio estrutural entre oferta e procura, sendo considerado um sinal positivo para a sustentabilidade do mercado.

Procura mantém-se ativa, apesar de volatilidade

Do lado da procura, o número de clientes vendedores superou os 20.100, evidenciando uma base activa e qualificada. Já os compradores mostraram alguma volatilidade ao longo do trimestre, influenciada por factores externos, mas com sinais de recuperação em Março.

Os apartamentos lideraram as transações (51%), seguidos pelas moradias (32%) e terrenos (9%).

Domínio nacional com procura internacional diversificada

Os compradores portugueses continuam a representar a maioria da actividade (83,9%), mas o mercado mantém uma componente internacional relevante. O Brasil lidera entre os estrangeiros (2,5%), seguido do Reino Unido e de Angola. Entre as restantes nacionalidades destacam-se França, Alemanha e Estados Unidos.

Para Rui Torgal, os resultados demonstram “a capacidade da rede para crescer de forma consistente, mesmo num contexto mais desafiante”, sublinhando o aumento simultâneo do volume de negócios e do valor médio das transações.

O responsável destaca ainda que o reforço da angariação é essencial para equilibrar o mercado, numa fase em que a procura continua a exercer forte pressão sobre a oferta.