
Dormidas de residentes voltam a crescer em Maio após dois meses de quebra
O sector do alojamento turístico português registou em Maio um total de 3,3 milhões de hóspedes e 8,0 milhões de dormidas, valores que representam aumentos homólogos de 3,9% e 2,8%, respectivamente – refere hoje o INE. Os proveitos totais ascenderam a 755,7 milhões de euros (+5,8%), dos quais 575,1 milhões de euros corresponderam a proveitos de aposento (+4,8%).
O destaque do mês vai para a recuperação das dormidas de residentes, que cresceram 7,6% e atingiram 2,1 milhões, invertendo a tendência negativa registada em Abril, quando tinham recuado 1,2%. As dormidas de não residentes mantiveram-se em terreno positivo, com um crescimento de 1,1%, totalizando 5,9 milhões.
Mercado emissores: Reino Unido no top, Brasil o que mais cresce...
Brasil e Alemanha lideram crescimento entre mercados emissores.
Os dez principais mercados emissores representaram, em conjunto, 76,2% das dormidas de não residentes. O Reino Unido continuou a ser o principal mercado, com uma quota de 19,0%, ainda que tenha prolongado a sua trajectória de queda, recuando 1,1%.
Em segundo lugar surgiu a Alemanha, responsável por 11,8% do total, que manteve o ritmo de crescimento com um aumento de 8,6%. Os Estados Unidos ocuparam a terceira posição, com 11,2% das dormidas, somando uma subida de 5,2%.
Entre os dez principais mercados, foi o Brasil quem mais cresceu, com um aumento de 9,3%. Já o mercado francês foi o único a destacar-se pela negativa, com uma queda acentuada de 11,3%.
Alentejo e Norte continuam a puxar pelo turismo
A nível regional, o Alentejo (+10,0%) e o Norte (+6,7%) voltaram a registar os maiores crescimentos no número de dormidas. No sentido contrário, a Madeira (-2,2%) e o Oeste e Vale do Tejo (-1,5%) foram as regiões com maiores quebras.
Juntas, o Algarve, a Grande Lisboa e o Norte concentraram quase 70% de todas as dormidas do país, com quotas de 26,3%, 23,6% e 19,1%, respectivamente.
No que respeita às dormidas de residentes, o crescimento foi transversal a quase todas as regiões, com excepção dos Açores, onde caíram 8,0%. Os aumentos mais expressivos verificaram-se na Península de Setúbal (+14,0%) e no Alentejo (+12,6%).
Já entre os não residentes, os maiores crescimentos registaram-se no Alentejo (+6,2%), no Norte (+4,8%) e nos Açores (+4,7%), enquanto o Centro (-10,0%) e o Oeste e Vale do Tejo (-9,7%) foram as regiões onde mais recuaram.
Estadas mais curtas e ocupação em queda
A estada média no alojamento turístico fixou-se em 2,42 noites, menos 1,0% do que no mesmo mês do ano anterior. A Madeira (4,17 noites) e o Algarve (3,60 noites) continuam a ser as regiões onde os turistas permanecem mais tempo, seguidas dos Açores (2,94 noites). No outro extremo, as estadas mais curtas registaram-se no Centro (1,61 noites) e no Oeste e Vale do Tejo (1,72 noites).
Entre os residentes, a estada média subiu ligeiramente para 1,82 noites (+0,2%), enquanto entre os não residentes desceu para 2,75 noites (-0,9%). A Madeira manteve-se como a região com as estadas mais longas em ambos os mercados, mas também aí a tendência foi de ligeira diminuição.
Quanto às taxas de ocupação, tanto a taxa líquida de ocupação-cama (52,2%) como a de ocupação-quarto (64,1%) voltaram a descer, marcando já o décimo mês consecutivo de quebra nestes indicadores — recuos de 0,5 e 1,1 pontos percentuais, respectivamente, face a Maio do ano passado.
A Madeira (67,6%) e a Grande Lisboa (62,3%) registaram as taxas de ocupação-cama mais altas, enquanto o Centro (33,3%) e o Alentejo (38,3%) apresentaram os valores mais baixos. Foi precisamente na Madeira que se verificou a maior queda neste indicador (-4,9 pontos percentuais), ao passo que o Alentejo foi a região com a melhoria mais significativa (+2,5 pontos percentuais).
















