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DGArtes abre concurso entre três propostas para Bienal de Arquitectura de Veneza 2027

 

DGArtes abre concurso entre três propostas para Bienal de Arquitectura de Veneza 2027

18 de agosto de 2026

A Direcção-Geral das Artes (DGArtes) abriu concurso para seleccionar, a partir de três propostas, a equipa e o projecto que irão representar Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza 2027, dispondo de um apoio de 500 mil euros.

De acordo com o aviso publicado em Diário da República, trata-se de um “concurso limitado para seleccionar o projecto curatorial e expositivo que representará oficialmente Portugal na 20.ª Exposição Internacional de Arquitetura — La Biennale di Venezia, em 2027”.

Os três projectos que passaram a esta fase do concurso, ontem anunciados pela DGArtes, são “Analog Twins”, de Alice Clanet-Hallard, Edgar Brito, Francisco Lobo e Romea Muryn; “Mãos ao Chão”, de Joanna Alice Helm, Remígio Van Eyes Chilaule e Samuel de Brito Gonçalves; e “Matéria Viva”, de Helena Botelho.

Alice Clanet-Hallard é arquiteta e Edgar Brito é engenheiro civil, ambos fundaram Clanet&Brito, um estúdio interdisciplinar de investigação e design, sediado no Porto, enquanto Francisco Lobo é um realizador e director de fotografia português e Romea Muryń é uma arquitecta e investigadora polaca, ambos fundadores do Locument, um estúdio de investigação igualmente com sede no Porto.

Os autores do segundo projecto são a arquitecta e urbanista brasileira Joanna Alice Helm, que foi editora-chefe e directora de conteúdo do ArchDaily Brasil, com experiência na curadoria e produção de eventos internacionais de arquitectura; o arquitecto e urbanista moçambicano Remígio Van Eyes Chilaule, docente universitário responsável pelo projecto do Museu da Mafalala; e o arquitecto português Samuel de Brito Gonçalves, fundador do atelier Summary, Lda., sediado no Porto.

A proposta “Matéria viva” foi apresentada pela arquitecta Helena Botelho, directora da Faculdade de Arquitectura e Artes da Universidade Lusíada, em Lisboa, e fundadora do atelier Helena Botelho Arquitectura.

As três propostas foram escolhidas para integrar o concurso da representação oficial portuguesa na Bienal de Veneza de 2027 por um grupo de trabalho constituído por Álvaro Domingues, Andreia Garcia, João Gomes da Silva, Mariana Pestana e Tânia Teixeira.

De acordo com a DGArtes, as propostas seleccionadas destacam-se pela qualidade conceptual e proposta expositiva, pelo percurso artístico das equipas e pela correspondência ao desafio lançado pelos curadores Wang Shu e Lu Wenyu, sob o tema “Do Architecture — For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality”.


Fundacao Marcello em Veneza


O espaço expositivo

Nesta segunda fase do concurso, os projectos deverão considerar o espaço expositivo, o edifício Fondaco Marcello e a cidade de Veneza, e valorizar a arquitectura e o diálogo com outras disciplinas e áreas do conhecimento, a internacionalização da cultura portuguesa, a mediação de públicos, a investigação e experimentação artísticas, a sustentabilidade ambiental e a acessibilidade, acrescenta a DGArtes na sua página de Internet.

O montante global disponível é de 500 mil euros, com uma distribuição anual de 300 mil euros em 2026 e até 200 mil euros em 2027, conforme previsto da declaração anual da DGArtes, no âmbito do Programa de Apoio a Projectos.

Os candidatos das três propostas finalistas são agora convidados pela DGArtes a desenvolver e aprofundar os projectos apresentados, numa segunda fase do procedimento que culminará no dia 06 de Outubro, a que se seguirá a escolha da proposta vencedora, que representará oficialmente Portugal em Veneza.


Fundacao Marcello - Veneza


Sob o tema "Do Architecture - For the Possibility of Coexistence Facing a Real Reality", a próxima edição da bienal decorrerá entre 08 de Maio e 21 de Novembro de 2027, com a curadoria dos arquitectos Wang Shu e Lu Wenyu, propondo uma reflexão sobre o papel da arquitectura perante os desafios contemporâneos e as possibilidades de coexistência num contexto global marcado por transformações sociais, ambientais e urbanas.

Na 19.ª Bienal de Veneza de Arquitectura, em 2025, Portugal esteve representado pelo projecto “Paraíso. Hoje”, da autoria dos arquitectos Paula Melâneo, Pedro Bandeira e Luca Martinucci, e dos curadores-adjuntos Catarina Raposo e Nuno Cera.

A Exposição Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza realiza-se alternadamente com a Exposição Internacional de Arte e constitui uma das mais importantes plataformas mundiais de apresentação, debate e reflexão sobre arquitectura contemporânea, reunindo arquitectos, curadores, investigadores e instituições de dezenas de países.

Lusa/DI