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CoLABs geram 74,7 milhões de euros para a economia e reforçam papel estratégico da inovação no turismo

1 de junho de 2026

Os Laboratórios Colaborativos (CoLABs) já geram um impacto económico estimado em 74,7 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB) e sustentam mais de 2.178 postos de trabalho em Portugal. A conclusão resulta de um estudo apresentado pela Porto Business School durante um debate dedicado ao impacto socioeconómico destas estruturas, que reuniu vários CoLABs nacionais para discutir o seu contributo para a competitividade, inovação e capacidade estratégica do país.

Entre os participantes esteve o KIPT CoLAB, o único laboratório colaborativo nacional exclusivamente dedicado ao turismo, que destacou a crescente importância da inovação aplicada num sector particularmente exposto à volatilidade internacional.

De acordo com o estudo, entre 2021 e 2025, os CoLABs geraram 2,27 euros de VAB por cada euro de financiamento público recebido. A análise revela ainda que cerca de 81% do financiamento público atribuído a estas estruturas regressou ao Estado através de receita fiscal directa, indirecta e induzida, evidenciando o retorno económico do investimento realizado.

Num contexto marcado por desafios geopolíticos, fenómenos climáticos, inflação, alterações nos padrões de mobilidade e mudanças nos hábitos dos consumidores, o turismo surge como uma das actividades económicas mais vulneráveis às oscilações globais. Para o KIPT CoLAB, esta realidade reforça a necessidade de aproximar a investigação científica, a tecnologia e a tomada de decisão estratégica.

Sendo um dos principais motores da economia portuguesa e com impacto directo ou indirecto em 49 actividades económicas, o turismo enfrenta uma pressão crescente para reforçar a sua capacidade de adaptação e antecipação. No entanto, a inovação aplicada ao sector continua, muitas vezes, afastada dos grandes instrumentos científicos e tecnológicos.

O estudo da Porto Business School sublinha precisamente o papel dos CoLABs na resposta a estas lacunas. Estas estruturas actuam sobretudo em contextos caracterizados por falhas de mercado, ausência de soluções disponíveis, limitações de capacidade técnica e elevados níveis de risco e incerteza, funcionando como pontes entre a ciência, as empresas, a administração pública e os diversos sectores económicos.

Os investigadores defendem ainda que o impacto dos CoLABs não deve ser medido apenas através de indicadores científicos ou comerciais tradicionais. O seu verdadeiro valor reside também na capacidade de gerar impacto económico, estrutural e sistémico, através da criação de conhecimento aplicado, da redução do risco associado à inovação e do fortalecimento das redes de colaboração.

Os resultados demonstram igualmente uma evolução significativa destas entidades nos últimos anos. Entre 2021 e 2025, os recursos humanos dos CoLABs cresceram cerca de 70%, enquanto as receitas totais aumentaram aproximadamente 132%, refletindo a capacidade destas organizações para captar financiamento competitivo, tanto nacional como internacional, e reforçar a ligação entre o conhecimento produzido e a economia real.

Para o KIPT CoLAB, os dados agora apresentados confirmam a relevância crescente dos laboratórios colaborativos na construção de uma economia mais inovadora, resiliente e preparada para responder aos desafios de um mundo em constante transformação, especialmente em sectores estratégicos como o turismo.

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