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Câmara de Viseu aprova estudo urbanístico para 36 hectares
A Câmara de Viseu aprovou hoje um estudo urbanístico em 36 hectares para habitação, comércio, serviços e zonas verdes e desportivas o que, a juntar a outros, promove centenas de fogos habitacionais.
“Este é o quarto estudo urbanístico num ano e diz respeito à zona de Rio de Loba, por detrás do Fontelo e até Gumirães. São 36 hectares que estão agora definidos para o que é construção de habitação, comércio e serviços, e também parques, espaços verdes e outras infraestruturas”, adiantou o presidente da Câmara, João Azevedo (PS).
Segundo o autarca, este foi o quarto estudo urbanístico do executivo no último ano, desde que tomou posse em outubro de 2025, “num total de 73,5 hectares de área - o de hoje é o de maior dimensão”.
Anteriormente, foram aprovados estudos na zona de Repeses (entrada sul da cidade), em 15,4 hectares (ha), Viso Norte (entrada este), em 10,4 ha, e também na Aguieira (na zona norte da cidade), 11,7 ha.
O vereador responsável pelo urbanismo, Miguel Pipa, no final da reunião de Câmara, disse aos jornalistas que, os estudos “têm tudo identificado, ou seja, permite que os proprietários e investidores possam decidir sobre o que fazer” nos seus terrenos.
“O estudo de hoje prevê área para muita habitação, espaços H3, ou seja para prédios de três, quatro andares, são 23 ha para esse fim e 1,4 ha para H4, ou seja, prédios mais altos, e para construção H2, 1,3 ha ”, adiantou Miguel Pipa.
O vereador disse ainda que a área total contempla 16,7 ha para espaços centrais; 8,7 ha para equipamentos, 7,6 ha para verde público e 1,3 ha para infraestruturas.
Desenvolver a cidade e o concelho
“Estes estudos não definem a tipologia da construção, somente a ocupação do solo e a altura permitida, portanto, não conseguimos contabilizar o número de fogos habitacionais, mas estamos a falar de muitos, de centenas deles”, afirmou Miguel Pipa.
O desbloqueamento do estudo “também permite vias de ligação entre esses pontos da cidade, o que vai ajudar muito no escoamento de trânsito” para os bairros da cidade.
Miguel Pipa acrescentou ainda que os 73,5 ha desbloqueados neste ano referem-se a “solo urbano, mas sem estar estruturado, quer os lotes de construção, quer as ruas”.
“Estes estudos foram feitos e definidos em reuniões partilhadas, ou seja, com a participação dos proprietários e investidores” dos terrenos, acrescentou Miguel Pipa.
O presidente da Câmara, João Azevedo, disse ainda que “este planeamento e esta organização do território, e da cidade, é a resposta a muitos pedidos existentes ao longo dos anos e que era uma das maiores queixas dos munícipes”.
“Isto depois impacta muito na revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), mas este trabalho, que não é visto nem sentido, é de uma enorme importância para o desenvolvimento da cidade, porque agora está definido e temos uma resposta para dar aos cidadãos”, defendeu.
Lusa/DI


















