
Apenas 14% das habitações à venda na RE/MAX custam até 150 mil euros
Os imóveis com preços até 150 mil euros representavam 13,8% da oferta residencial da RE/MAX Portugal no início de outubro, com Viseu, Castelo Branco e Coimbra a concentrarem o maior número de habitações neste escalão.
Segundo os dados divulgados pela rede imobiliária, a 1 de outubro de 2026 estavam disponíveis para venda 35.227 imóveis habitacionais, dos quais 4.865 tinham preços iguais ou inferiores a 150 mil euros.
Viseu liderava a oferta neste segmento, com 593 imóveis, correspondentes a 12,2% do total nacional da rede neste escalão de preços. Seguiam-se Castelo Branco, com 511 imóveis (10,5%), e Coimbra, com 492 (10,1%).
Entre os distritos com maior número de habitações até 150 mil euros encontravam-se ainda Santarém (476), Porto (335), Braga (331), Leiria (325), Guarda (299), Portalegre (235) e Vila Real (200).
Mais de um terço da oferta supera os 450 mil euros
A distribuição por escalões de preços revela que 27,1% dos imóveis disponíveis na RE/MAX, num total de 9.548, se situavam entre 151 mil e 300 mil euros.
Na faixa entre 301 mil e 450 mil euros encontravam-se 8.083 imóveis (22,9%), enquanto 12.731 habitações, equivalentes a 36,1% da oferta, apresentavam preços superiores a 450 mil euros.
Os dados mostram, assim, que cerca de 59% dos imóveis anunciados pela rede tinham preços superiores a 300 mil euros.
Moradias predominam no segmento mais económico
A análise por tipologia evidencia diferenças significativas entre os escalões de preços.
Entre os imóveis até 150 mil euros, as moradias e quintas representavam 88,6% da oferta, num total de 4.309 unidades. Os apartamentos correspondiam a apenas 11,4%, com 556 imóveis disponíveis.
Nos escalões intermédios, a situação invertia-se. Os apartamentos representavam 63,5% da oferta entre 151 mil e 300 mil euros e 67,8% entre 301 mil e 450 mil euros.
Acima dos 450 mil euros, a distribuição era mais equilibrada, com 51,4% de apartamentos e 48,6% de moradias e quintas.
No conjunto dos imóveis residenciais anunciados pela RE/MAX, os apartamentos correspondiam a 52,9% da oferta, contra 47,1% de moradias e quintas.
A CEO da RE/MAX Portugal, Beatriz Rubio, considera que os resultados evidenciam diferenças regionais na disponibilidade de habitação a preços mais baixos, sublinhando a importância da localização, da tipologia e das características dos imóveis na avaliação das condições de acesso à habitação.
Os números, naturalmente, referem-se exclusivamente à carteira de imóveis anunciados pela RE/MAX Portugal numa determinada data, não sendo representativos da totalidade da oferta residencial no mercado português.
















