
Habitação
Comprar casa para arrendar rende 6,8% em Portugal, mas rentabilidade recua face a 2025
A rentabilidade bruta da compra de uma casa para arrendamento em Portugal fixou-se nos 6,8% no terceiro trimestre de 2026, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao período homólogo de 2025, quando atingiu 6,9%. A descida é mais expressiva na comparação com 2024, ano em que o indicador se situava nos 7,2%, segundo dados divulgados pelo idealista.
Apesar desta evolução, o retorno bruto do investimento em habitação permanece acima dos níveis registados em 2021, quando a rentabilidade era de 5,7%. A diferença é de 1,1 p.p., refletindo a evolução dos preços de venda e das rendas pedidas no mercado residencial.
Braga e Castelo Branco oferecem os maiores retornos
A análise às capitais de distrito e regiões autónomas coloca Braga no topo dos mercados mais atrativos para investir em habitação destinada ao arrendamento. A cidade regista uma rentabilidade bruta de 8,4%, seguida de Castelo Branco, com 7,7%.
Santarém ocupa a terceira posição, com 6,4%, enquanto Aveiro e Coimbra apresentam ambas uma rentabilidade de 6,1%. Seguem-se Viana do Castelo e Vila Real, com 6% cada, e Leiria, com 5,8%.
Ponta Delgada regista uma rentabilidade de 5,7%, enquanto Évora e Viseu apresentam valores de 5,6%. No Porto, o retorno bruto situa-se nos 5,3%, e em Setúbal desce para 5,1%.
No extremo oposto, Bragança apresenta a rentabilidade mais baixa, de 3,9%. Faro regista 4,5%, Lisboa 4,8% e o Funchal 4,9%, de acordo com os dados do idealista.
Escritórios e lojas superam a habitação
O estudo analisou também outros segmentos do mercado imobiliário nacional. Os escritórios apresentam uma rentabilidade bruta de 7,9%, enquanto as lojas atingem 7,8%. Ambos os segmentos superam, assim, os 6,8% registados na habitação.
As garagens apresentam um retorno mais baixo, de 5,2%, ficando abaixo da rentabilidade apurada para casas destinadas ao arrendamento.
Como é calculada a rentabilidade
Para calcular estes indicadores, o idealista divide o valor anual das rendas pedidas pelos proprietários pelo preço de venda dos imóveis em cada mercado, considerando os dados relativos ao terceiro trimestre de 2026. O resultado corresponde à rentabilidade bruta anual estimada do arrendamento.
Este indicador permite comparar o potencial de retorno de diferentes mercados e tipos de imóveis, mas não representa o lucro líquido do proprietário. Não contempla, nomeadamente, despesas de manutenção, períodos sem inquilinos, impostos ou outros custos associados à aquisição e exploração do imóvel.
Os dados constituem, por isso, um ponto de partida para investidores que ponderam comprar ativos imobiliários para obter rendimento, devendo ser complementados com uma análise dos custos e das condições específicas de cada investimento.















