
Reabilitação Urbana - Foto DI
Reabilitação urbana mantém trajectória de crescimento apesar da quebra no licenciamento
A actividade no sector da reabilitação urbana continuou a crescer em Maio, consolidando a tendência positiva observada nos últimos meses, apesar da redução do número de licenças emitidas para este tipo de obras. Os dados constam do mais recente Barómetro da Reabilitação Urbana da AICCOPN, que aponta para um reforço da actividade das empresas e da carteira de encomendas, ao mesmo tempo que alerta para a diminuição do licenciamento municipal.
Segundo o inquérito realizado pela associação, o índice do nível de actividade registou um crescimento homólogo de 7,9% em Maio, acelerando face aos 7,4% observados em Abril. Também a carteira de encomendas manteve uma evolução positiva, com uma subida homóloga de 7,3%, reflectindo a continuidade da procura por obras de reabilitação.
Outro indicador em destaque é a produção contratada, que mede o número de meses de trabalho assegurado pelas empresas. Em Maio, este indicador aumentou para 10,4 meses, acima dos 9,6 meses registados em Abril, embora permaneça abaixo dos 11,7 meses verificados no período homólogo.
Em sentido contrário, os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística - INE, disponíveis até Abril, mostram uma redução de 10,9% no número de licenças de reabilitação emitidas face ao mesmo período do ano anterior. A diminuição foi transversal aos dois segmentos do mercado, com as obras em edifícios habitacionais a registarem uma quebra de 9,6% e as intervenções em edifícios não residenciais uma descida de 13%.
A AICCOPN sublinha, contudo, que os números do licenciamento não reflectem a totalidade da actividade de reabilitação realizada no país, uma vez que apenas incluem operações sujeitas a controlo prévio municipal, ficando de fora um conjunto significativo de intervenções que dispensam esse procedimento.
Os resultados do barómetro sugerem, assim, que o mercado da reabilitação urbana continua a revelar resiliência, sustentado pelo aumento da actividade e da carteira de encomendas, apesar da desaceleração registada ao nível do licenciamento de novas obras.















