Logo Diário Imobiliário
CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
Brain PowerHaierJPS Group 2024Porta da Frente
Actualidade
New Bond Street, em Londres

New Bond Street, em Londres

New Bond Street, em Londres, é agora o destino de compras mais caro do mundo

20 de novembro de 2025

A New Bond Street, em Londres, onde as rendas subiram 22% no último ano, para 20.482 euros por metro quadrado por ano (euros/m2), foi eleita pela primeira vez como o destino de comércio mais caro do mundo, segundo a Cushman & Wakefield (NYSE: CWK).

A rua londrina ultrapassou a Via Montenapoleone, em Milão (20.000 euros/m2/ano), que no ano passado se tornou a primeira rua europeia a liderar o ranking global, e a icónica Upper Fifth Avenue, em Nova Iorque (18.359 euros/m2/ano), na 35ª edição do relatório de referência da empresa sobre o comércio a retalho, intitulado «Main Streets Across the World».

Com base em dados exclusivos da Cushman & Wakefield, o estudo analisa os arrendamentos mais elevados em 141 localizações urbanas premium em todo o mundo muitas delas ligadas ao setor do luxo e inclui um índice global que classifica os destinos mais caros por mercado.

“O crescimento das rendas na New Bond Street tem sido impulsionado pela forte procura, oferta limitada e investimento contínuo no espaço público, reforçando o seu estatuto como destino global de retalho”, afirma Duncan Gillard, diretor de retalho da Cushman & Wakefield para o centro de Londres. “A zona de joalharia entre Clifford Street e Burlington Gardens, em particular, tornou-se um dos locais mais  cobiçados levando  muitos ocupantes a garantir contratos de longo prazo com condições favoráveis para assegurar a sua posição neste local”.

Robert Travers, director de retalho da EMEA na Cushman & Wakefield, acrescentou: “O apelo duradouro das principais ruas do mundo reside na sua combinação única de património, visibilidade e prestígio cultural. Estes corredores icónicos são mais do que destinos de compras; são palcos globais para a narrativa das marcas, expressão arquitetónica e envolvimento dos consumidores. Garantir um espaço nestas ruas é um desafio que exige abordagens inovadoras para desbloquear novas oportunidades”.

Chiado consolida a sua posição como principal rua de comércio em Portugal e mantém-se entre as 30 mais prestigiadas a nível mundial

Na edição deste ano do relatório, o Chiado consolida a sua posição como a artéria comercial mais importante de Lisboa e de Portugal, mantendo o 30.º lugar do ranking mundial das principais ruas de comércio. Esta zona histórica e emblemática da capital continua a ser um dos pontos turísticos mais visitados e uma das áreas com maior fluxo pedonal, combinando de forma única tradição e modernidade.

A elevada procura por espaços comerciais e a escassez de oferta tem impulsionado a reabilitação e reposicionamento de edifícios históricos. Um exemplo é a recente abertura da Well’s Chiado, na Rua Garrett, a maior loja de beleza e bem-estar do país, com 1.500 m² distribuídos por três pisos. Esta dinâmica de renovação tem respondido diretamente à procura crescente, sobretudo nas ruas perpendiculares à Rua Garrett, refletindo-se na valorização das rendas desde 2022.

Para João Esteves, Partner e Diretor de Retalho da Cushman & Wakefield em Portugal: “Localizado no coração de Lisboa, o Chiado afirma-se como o destino de retalho mais emblemático em Portugal. As prestigiadas Rua Garrett e Rua do Carmo, as mais procuradas pelos retalhistas, reúnem a maioria das marcas nacionais e internacionais de referência. Esta zona conta com 42% dos espaços dedicados à moda e uma proposta pensada para um público jovem e cosmopolita. Entre a cultura, o lazer e o estilo, o Chiado destaca-se como uma zona trendy e vibrante, onde a moda, a sofisticação e a autenticidade lisboeta se encontram, oferecendo uma experiência única e consolidando-se como o principal destino de compras e lifestyle do país”.


Globalmente, as rendas registaram um crescimento médio de 4,2%, com 58% dos mercados a apresentar aumentos. As Américas lideraram o crescimento regional, com uma subida de 7,9%, impulsionada sobretudo pelos efeitos cambiais na América do Sul. A Europa manteve um crescimento sólido de 4% face ao ano anterior, destacando-se os desempenhos de Budapeste e Londres. Já na Ásia-Pacífico, o ritmo abrandou para 2,1%, com o forte crescimento na Índia e no Japão a ser compensado pelas dificuldades económicas na Grande China e no Sudeste Asiático.

Perspectivas

A consultora revela que os destinos de retalho de primeira linha continuam a superar as tendências gerais do mercado, mostrando resiliência face à incerteza económica e às mudanças no comportamento do consumidor. Apesar das taxas de juro se manterem elevadas, a pressão inflacionária está a abrandar e os bancos centrais sinalizam a possibilidade de novos cortes. Este cenário, aliado à estabilização da confiança do consumidor, ao crescimento dos salários reais e à recuperação do turismo internacional, deverá sustentar o bom desempenho do sector no próximo ano.

PUB
Podcast
PUB
PUB
MAP2026AYH ESAI
Arrendamento
Rendas no Porto recuam pela primeira vez desde 2021, mas preço das casas acelera para máximos históricos
8 de outubro de 2026