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Empathia defende que património imobiliário pode reforçar rendimentos de séniores portugueses
Portugal é um dos países mais envelhecidos da Europa, com a população acima dos 65 anos a representar actualmente cerca de 24% dos portugueses, podendo atingir 33% até 2050. Neste contexto, a Empathia, projecto imobiliário especializado na venda de imóveis com manutenção do usufruto, alerta para o potencial do património imobiliário detido por séniores enquanto fonte de rendimento e qualidade de vida.
A dimensão do património
Não existe uma estatística oficial que quantifique directamente o número de habitações pertencentes a proprietários com mais de 70 anos, mas a Empathia estima, com base em dados públicos sobre habitação e demografia, que este universo represente cerca de 700 mil imóveis em Portugal. Deste total, a empresa calcula que aproximadamente 200 mil habitações reúnam as características consideradas mais adequadas para o modelo de venda com usufruto, constituindo o seu mercado-alvo potencial.
Segundo a Empathia, muitos séniores vivem em casas com elevado valor de mercado, mas enfrentam dificuldades financeiras crescentes no seu dia a dia, sem conseguirem transformar esse património em liquidez.
O modelo de negócio
Embora o usufruto esteja previsto e regulamentado no Código Civil português há várias décadas, a sua utilização em operações imobiliárias entre partes sem relações familiares continua a ser reduzida. A Empathia defende que esta realidade está a mudar à medida que aumenta a literacia financeira associada ao património imobiliário e ao planeamento para a longevidade.
A empresa posiciona-se como um modelo centrado nas pessoas que vivem nos imóveis, e não apenas nos próprios imóveis, procurando responder a uma população sénior que pretende complementar rendimentos, apoiar filhos e netos, adaptar a habitação ou garantir melhores cuidados de saúde e apoio domiciliário, sem abdicar da independência.
Pedro Almeida Cruz, fundador e CEO da Empathia, afirma que "Portugal tem uma geração de séniores que é proprietária de um património imobiliário muito significativo, mas que muitas vezes não consegue transformar esse valor em bem-estar, conforto ou tranquilidade financeira". Segundo o responsável, o objectivo da empresa é "criar soluções que permitam libertar esse capital sem obrigar as pessoas a abandonar a sua casa, os seus hábitos ou a sua comunidade".
Almeida Cruz sublinha ainda que o trabalho da empresa não termina na concretização da venda, mas passa por "criar um verdadeiro ecossistema de bem-estar" para os clientes, através de parcerias que lhes permitam aceder a serviços como seguros de saúde, apoio domiciliário, assistência, viagens ou soluções para animais de estimação.
Para o CEO, a discussão sobre o valor do património imobiliário sénior deve deixar de estar associada apenas à herança, passando também pela sua capacidade de gerar bem-estar, segurança financeira e autonomia durante a reforma. "A verdadeira questão não é apenas quanto valem as casas dos séniores portugueses. A questão é perceber como esse valor pode ser colocado ao serviço das pessoas, permitindo-lhes viver mais e melhor, precisamente na fase da vida em que mais precisam de conforto, apoio e tranquilidade", conclui.
















