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Taxa de juro, crédito à habitação

Taxa de juro, crédito à habitação

Crédito à habitação fica mais caro em Junho com nova subida dos juros

20 de julho de 2026

A taxa de juro implícita no crédito à habitação voltou a aumentar em Junho, interrompendo a tendência de estabilização dos últimos meses. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística - INE, a taxa fixou-se em 3,101%, mais 3,6 pontos base do que em Maio, reflectindo-se num novo agravamento das prestações pagas pelas famílias.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro também registou uma subida, passando de 2,820% para 2,853%.

A prestação média mensal dos contratos de crédito à habitação aumentou para 411 euros, mais seis euros do que no mês anterior e mais 17 euros em comparação com Junho de 2025.

Do valor total da prestação, 202 euros correspondem ao pagamento de juros, representando 49,1% do montante mensal, enquanto os restantes 209 euros dizem respeito à amortização do capital em dívida.

Nos contratos mais recentes, celebrados nos últimos três meses, a prestação média atingiu os 715 euros, traduzindo uma subida de 23 euros face a Maio e um aumento homólogo de 13,5%.

Aquisição de habitação acompanha tendência de subida

No segmento de aquisição de habitação, que representa a maior fatia do crédito à habitação, a taxa de juro implícita subiu para 3,094%, mais 3,3 pontos base do que em Maio.

Também os contratos celebrados nos últimos três meses registaram um aumento da taxa, que passou para 2,845%.

Capital em dívida continua a aumentar

O montante médio em dívida dos contratos de crédito à habitação voltou igualmente a crescer em Junho. O capital médio ascendeu a 78.865 euros, mais 608 euros do que no mês anterior.

Entre os contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio em dívida atingiu os 179.552 euros, o que representa um aumento de 3.747 euros face a maio.

Os dados do INE confirmam, assim, uma nova subida dos encargos associados ao crédito à habitação, tanto nos contratos existentes como nos mais recentes, reflectindo a evolução das taxas de juro e o aumento do montante médio financiado pelas famílias.

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