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Cascais finalista do Prémio de Sustentabilidade Local 2026 da ICLEI Europe, que distinguiu Turim como vencedora

Os três municípios galardoados

Cascais finalista do Prémio de Sustentabilidade Local 2026 da ICLEI Europe, que distinguiu Turim como vencedora

14 de outubro de 2026

O município de Cascais foi um dos três finalistas do Prémio de Sustentabilidade Local 2026 da ICLEI Europe, atribuído durante a Semana Europeia das Regiões e Cidades, em Bruxelas. O projeto de Cascais, o Ecossistema de Transição Energética Justa, procura tornar a transição energética acessível às famílias vulneráveis. O prémio foi atribuído à cidade de Turim, com o projeto RePoPP (Progetto Organico Porta Palazzo), que recupera excedentes alimentares dos mercados urbanos e dá aos refugiados e requerentes de asilo um papel ativo nesse trabalho.

O Prémio de Sustentabilidade Local é uma iniciativa liderada pela ICLEI Europe, pela cidade de Aalborg e pelo Comité Europeu das Regiões (CoR), que distingue ações transformadoras em matéria de sustentabilidade em cidades, vilas e regiões de toda a Europa.


Crédito: Just Energy Transition Ecosystem project


Local Sustainability Award Ceremony

O Ecossistema de Transição Energética Justa responde ao desafio de tornar a transição energética da Europa acessível às famílias vulneráveis. O seu Fundo de Apoio Verde ajuda as famílias a aceder a melhorias de eficiência energética através de financiamento inovador e de apoio comunitário.

Selecionado pelo seu modelo inovador de financiamento, o projeto já apoiou mais de 760 famílias na melhoria da eficiência energética das habitações, incluindo 384 com financiamento integral. A iniciativa contribui para combater a pobreza energética e reduzir as emissões de CO₂ em cerca de 64 toneladas anuais.


Luís Capão, vice-presidente da CM de Cascais


«O Fundo Verde de Cascais – refere Luís Almeida Capão, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais -  mostra que uma transição energética bem-sucedida tem de ser também uma transição justa. Este reconhecimento é particularmente significativo no momento em que nos aproximamos das 1000 famílias apoiadas, traduzindo a ação climática em melhorias concretas nas casas das pessoas, combatendo diretamente a pobreza energética e reforçando a resiliência. Ao reunir organizações sociais, os nossos Balcões Únicos e conhecimento académico num ecossistema local forte, estamos a garantir que os benefícios da transição energética cheguem a quem mais precisa e que nenhuma família fique para trás.»

Os restantes projetos

Turim foi a vencedora entre os três finalistas. O projeto RePoPP combate o desperdício alimentar e reforça a inclusão social, reunindo mercados, serviços sociais, organizações da sociedade civil, voluntários e refugiados e requerentes de asilo como participantes ativos na recuperação de alimentos. Em 2025, recuperou mais de 220 toneladas de alimentos, apoiando cerca de 5000 beneficiários por mês e contribuindo para aproximadamente 30 000 refeições para abrigos e programas alimentares comunitários.

Muğla (Türkiye), a outra das finalistas, apresentou o Modelo Circular de Gestão e Valorização de Resíduos de Construção e Demolição, que demonstra como a governação local e as ferramentas digitais podem apoiar uma economia mais circular. Desde 2025, geriu mais de 809 000 m³ de resíduos de construção e recuperou mais de 27 000 m³ de materiais para reutilização, evitando cerca de 60 toneladas de emissões de CO₂ por ano.

Os três projetos mostram como a colaboração entre autoridades públicas, comunidades, sociedade civil e outros atores locais pode transformar ambições políticas em ação. Ilustram também o papel da democracia local na transição sustentável da Europa: criar espaços onde as soluções são moldadas em função das necessidades locais, reunir diferentes atores e traduzir compromissos políticos em melhorias visíveis na vida das pessoas.

«As ambições de sustentabilidade da Europa têm, em última análise, de tornar-se tangíveis nas comunidades», afirmou Matthew Bach, Diretor da ICLEI Europe. «Estes projetos mostram o que acontece quando os governos locais têm espaço para inovar, trabalhar com as comunidades e construir soluções em torno de necessidades locais reais. São exemplos de democracia local em prática e de como as cidades e regiões podem ajudar a transformar as ambições europeias numa mudança concreta.»

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