







Lisboa: Jardim da Praça do Império tem projecto de renovação
A polémica na imprensa surgiu em torno da manutenção ou não dos brasões coloniais, de que restavam apenas alguns vestígios da exposição temporária que aí teve lugar no início da década de 1960, no âmbito da celebração do 5.º Centenário da morte do Infante D. Henrique.
Uma falsa polémica que escamoteava um facto indesmentível: o projecto original, do arquitecto Cotinelli Telmo, de 1940, não contemplava qualquer brasão nos jardins, a não ser os inscritos em pedra na Fonte Luminosa Monumental da praça, símbolos das famílias dos navegadores da expansão portuguesa, e que, naturalmente, são para manter, como garante a autarquia da capital.
Polémica à parte, pouca atenção foi prestada às propostas de reabilitação e renovação do próprio jardim e a sua valorização histórica. A Câmara de Lisboa anunciou há dias a proposta vendedora, apresentada pelo atelier ACB, Arquitectura Paisagística.
Segundo a autarquia, a proposta foi escolhida por “um júri com nomes cujo percurso e qualificação fornecem todas as garantias de rigor e isenção”. (…) e “Todas as ideias apresentadas e a ideia vencedora inspiram-se no projecto original de Cotinelli Telmo, tendo a Câmara Municipal de Lisboa, incorporado várias sugestões da oposição e aceitado de forma unânime as recomendações do júri.














