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AIMI vai devastar o sector do imobiliário e da construção

 

AIMI vai devastar o sector do imobiliário e da construção

7 de setembro de 2018

A AICE - Associação dos Industriais da Construção e Edifícios, alerta sobre os impactos ‘colaterais’ do aumento do Adicional ao Imposto Municipal de Imóveis (AIMI) no sector e que, na sua opinião, vai ser devastador.

A associação considera que o aumento do Adicional do IMI irá ter impactos negativos em todo o sector, seja nas empresas e promotores, assim como investimento nacional e estrangeiro. Acredita ainda que o preço das casas vai aumentar e potenciar a desertificação do país.

A AICE enviou uma em carta ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, onde revela que já na reunião com o PS em Abril de 2016, com o PSD em Março de 2016, com a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa em Novembro de 2017 e com o PCP em Março de 2018, apresentou e demonstrou que o aumento dos impostos, iria ter um enorme impacto negativo no investimento, não só nacional como também estrangeiro.

A associação considera injustas as taxas aplicadas que são iguais quer para terrenos quer para os imóveis. “É tremendamente injusto que que o AIMI se aplique da mesma forma a imóveis de luxo e terrenos, como a terrenos e imóveis construídos e não utilizados, que não geram qualquer tipo de rentabilidade. Uma vez mais estão a taxar a nossa matéria-prima, com enormes repercussões nos depauperados fundos-de-maneio das empresas de promoção, construção e reabilitação”, refere.

Os industriais salientam ainda que os fundos de investimento imobiliários não deveriam ter poder e influência para manipular o mercado imobiliário e a economia portuguesa. “Daí, resulta uma vez mais, a elevada taxa de corrupção entre os vários players do mercado, incluindo o poder político e legislativo. Nos últimos anos tem-se observado uma degradação institucional, quer política, quer bancária, resultado desta desregulação selvática”, escreve a associação liderada por João Faria.

Além do descontentamento do imposto, a associação considera que existe um desrespeito para com as empresas portuguesas ao favorecer e existir um elevado facilitismo do Estado para com as empresas estrangeiras que investem em Portugal e não pagam cá os seus impostos.

O novo imposto irá, segundo a AICE, encarecer e muito o valor dos imóveis e terrenos, incluindo os arrendamentos e vai também aumentar a desertificação no interior do país.

Face aos argumentos apresentados a AICE solicitou às diversas entidades a devida correcção, aprovando a isenção do AIMI para as empresas do sector.