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196 novas lojas de rua em Lisboa no primeiro semestre

 

196 novas lojas de rua em Lisboa no primeiro semestre

17 de setembro de 2018

Abriram 196 novos espaços de comércio em Lisboa, com a restauração a contabilizar 68% das novas aberturas e a manter a liderança no top de actividades comerciais.

De acordo com o estudo da consultora Worx, Real Estate Consultants, o principal ponto a reter é a existência a cada vez mais marcante de comércio de rua e a requalificação de centro comerciais já existentes, que procuram assentar no modernismo, capaz de acompanhar as tendências e conceitos inovadores que têm surgido.

Por um lado, respeitando a requalificação dos centros comerciais, consideram-se as zonas de lazer e restauração como os principais targets de modernização, onde se pretende criar espaços que contribuam para uma maior permanência dos consumidores no espaço comercial.

"Exemplo disso são as expansões e requalificações de alguns dos mais importantes centros comerciais portugueses como o Centro Comercial Colombo, Norte Shopping, Oeiras Parque e Glicínias Plaza que irão contribuir para um aumento da oferta comercial.

Neste 1º semestre, a Immochan (Grupo Auchan) comprou os centros comerciais Fórum Montijo, Fórum Sintra e Sintra Retail Park ao fundo norte-americano Blackstone no valor de 411 milhões de euros, reforçando a sua liderança no mercado.

Por outro lado, e também outro grande centro das atenções nesta análise semestral, temos o comércio de lojas de rua. Neste aspecto, a cidade de Lisboa tem sido palco da entrada a um ritmo muito acelerado de novas lojas e conceitos, como a “loja de bairro e de conveniência” que são agora postos em prática com sucesso. Lisboa, é neste momento a capital mais “cool” a nível europeu, atraindo públicos de todas as origens e oferecendo uma oferta comercial muito diferenciada", lê-se no relatório.

O estudo avança ainda que a actividade de restauração continua a dominar o mercado de novas aberturas e neste 1º semestre de 2018 destacamos a continuação da expansão da insígnia Padaria Portuguesa, Hagen Dazs, Santini, H3, Go Natural, 100 Montaditos, Subway e abertura de novos estabelecimentos pelas insígnias Loja das Conservas, Amélia, a Cantina do Avillez e Jamie´s Italian.

À semelhança do comércio de rua em Lisboa, também a cidade do Porto tem verificado um dinamismo crescente e tem-se afirmado como um centro urbano cosmopolita, em transformação e adaptação às mudanças de perfil dos consumidores e em resposta à consequente necessidade de modernização.

A procura elevada de lojas de comércio de rua tem motivado o aumento de rendas, em particular na zona da Baixa e Cais do Sodré. Já o eixo da Avenida da Liberdade registou uma descida, situando-se actualmente nos 90€/m2/mês justificada pela disponibilidade de espaços que não vão ao encontro do perfil de uma procura direccionada para espaços menores.

As prime rents, segundo o estudo WMarket 2018 da Worx, mantêm os mesmo valores, tanto em Lisboa como na Cidade do Porto, no caso dos centros comercias (95 euros) e Retail Parks (10 euros). Em relação ao comércio de rua, Lisboa apresenta-se com um valor de 130 euros enquanto que no Porto o valor é de 55 euros.

O estudo da Worx aponta como tendência o aumento do volume das vendas retalhistas e da aposta na criação de experiências cada vez mais inovadoras como a realidade virtual, provocado pelo crescimento do comércio online.

Da mesma forma, a procura irá continuar em alta para o comércio de rua, mais uma vez com enfoque na restauração, motivado pelos resultados excepcionais do turismo e pela recuperação da economia portuguesa e aumento do consumo privado.

Os valores de renda prime irão manter-se em alta.