
Oferta de casas à venda em Portugal recua 4% no terceiro trimestre
A oferta de habitação para venda em Portugal diminuiu 4% no terceiro trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior, completando sete trimestres consecutivos de quedas homólogas, segundo dados do idealista.
A redução foi, contudo, menos acentuada do que a registada no terceiro trimestre de 2025, quando o stock de casas disponíveis para venda tinha diminuído 11%. A última subida homóloga ocorreu no terceiro trimestre de 2024, com um aumento de 2,5%.
Entre as 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, a oferta recuou em dez. As maiores quedas verificaram-se no Funchal (-33%), Porto (-21%) e Viana do Castelo (-17%), seguindo-se Castelo Branco e Faro, ambos com reduções de 15%.
Lisboa registou uma diminuição de 3%, enquanto Aveiro recuou 4%, Leiria 3%, Portalegre 9% e Santarém 1%.
Em sentido contrário, Vila Real apresentou o maior aumento da oferta (34%), seguida da Guarda (25%), Bragança (18%), Évora (13%) e Beja (12%). Também Ponta Delgada (9%), Coimbra (8%) e Viseu (8%) registaram subidas, enquanto Setúbal e Braga mantiveram os níveis de oferta.
Na análise por distritos e ilhas, a diminuição do stock foi mais expressiva na ilha da Madeira (-23%), no distrito do Porto (-11%) e em Aveiro (-10%). Seguiram-se Bragança, Faro e Portalegre, com quedas de 9%, Leiria e Beja (-6%), Castelo Branco (-5%) e Coimbra (-1%).
Já a Guarda liderou os aumentos, com uma subida de 17%, seguida da ilha de São Miguel (16%), Vila Real (13%) e Viseu (9%). A oferta também cresceu em Viana do Castelo e Santarém (5%), Setúbal e Braga (2%) e Lisboa (1%). Em Évora manteve-se estável.
Os dados do idealista mostram, assim, uma redução generalizada da oferta de habitação para venda, embora com diferenças significativas entre os mercados locais e um ritmo de quebra inferior ao observado um ano antes.















