
Imagem gerada por IA
Grupo belga Thomas & Piron cresce 10% em 2025 e reforça investimento imobiliário em Portugal
O grupo imobiliário e de construção Thomas & Piron encerrou 2025 com um volume de negócios consolidado de 954 milhões de euros, mais 10% do que os 865 milhões registados no ano anterior. O EBITDA — indicador que mede o desempenho operacional da empresa antes de juros, impostos, depreciações e amortizações — aumentou 23%, para 74 milhões de euros.
Portugal, onde o grupo está presente desde 2018, destacou-se entre os mercados com melhor desempenho, a par da Bélgica e do Luxemburgo, impulsionado pelos empreendimentos Gaia Hills, Clarissas e Docks Matosinhos.
Cerca de 1.000 habitações em desenvolvimento em Portugal
Os três projectos representam actualmente cerca de 130 mil metros quadrados de construção e aproximadamente 1.000 habitações, consolidando a operação portuguesa na estratégia internacional da Thomas & Piron.
Em Vila Nova de Gaia, o Gaia Hills tem cerca de 75% dos apartamentos comercializados. Em Sacavém, o Clarissas, a maior operação urbanística do grupo em Portugal, prevê a construção de mais de 700 apartamentos, orientados sobretudo para a procura habitacional da classe média.
No Docks Matosinhos, a componente residencial encontra-se já totalmente comercializada.
Segundo David Carreira, country manager da Thomas & Piron Portugal, a empresa considera o país um mercado estratégico devido à procura estrutural de habitação e pretende continuar a identificar novas oportunidades de investimento.
Diversificação sustenta crescimento
A nível internacional, o grupo atribui a evolução de 2025 à manutenção do investimento durante o período de desaceleração do mercado e à diversificação da actividade para além da habitação.
A Thomas & Piron tem vindo a desenvolver projectos em áreas como residências universitárias, escritórios, hotéis, reabilitação de edifícios públicos e infraestruturas, procurando reduzir a exposição exclusiva ao residencial.
Na Bélgica, o grupo vendeu 689 moradias e 300 apartamentos durante 2025. No Luxemburgo, registou uma recuperação gradual da procura, sobretudo por imóveis concluídos ou em fases avançadas de construção.
Para 2026, a Thomas & Piron prevê manter a estratégia de diversificação e procurar novas oportunidades, apesar das incertezas relacionadas com taxas de juro, custos de construção, reabilitação urbana e exigências de eficiência energética.
Em Portugal, o objectivo passa por avançar com os projectos em curso e reforçar a carteira de investimento imobiliário, procurando novas operações no mercado habitacional.




















