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Eurodeputados pedem mais investimento público para enfrentar crise da habitação

Foto de Diliff em Wikimedia

Eurodeputados pedem mais investimento público para enfrentar crise da habitação

5 de maio de 2026

Os eurodeputados defenderam um reforço do investimento público e europeu para responder à crise da habitação, alertando para a necessidade de mobilizar “recursos enormes” para aumentar a oferta de casas acessíveis.

A posição foi expressa em Bruxelas pela eurodeputada Irene Tinagli, presidente da Comissão Especial do Parlamento Europeu sobre a crise da habitação (HOUS), após uma conferência organizada em conjunto com a Comissão Europeia.

Segundo Tinagli, do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, o diagnóstico do problema está identificado, sendo agora necessário avançar para soluções concretas. A responsável sublinhou que, embora o investimento público não seja suficiente por si só, é essencial para apoiar governos nacionais, regionais e autoridades locais no aumento da oferta de habitação acessível e social.





A eurodeputada italiana Irene Tinagli



A eurodeputada defendeu ainda que os apoios financeiros devem ser estruturados de forma a evitar fenómenos de especulação e contribuir para um mercado habitacional mais equilibrado.

A discussão surge no contexto da preparação do próximo orçamento plurianual da União Europeia (2028-2034), para o qual vários intervenientes defendem a criação de fundos específicos dedicados à habitação.

Durante a conferência, foi também destacado o impacto da crise junto dos jovens, nomeadamente estudantes, que enfrentam dificuldades em aceder a alojamento, condicionando o acesso ao ensino e ao mercado de trabalho.

A iniciativa integra os preparativos para a primeira Cimeira Europeia da Habitação, prevista para o segundo semestre do ano, e dá seguimento ao Plano Europeu para a Habitação Acessível apresentado pela Comissão Europeia, que inclui medidas como a reconversão de edifícios, simplificação de licenças e revisão das regras de auxílios estatais.

Lusa/DI