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Estudantes - Freepik

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Deco PROteste reúne num só espaço oferta e apoios para estudantes deslocados

24 de agosto de 2026

Com 447.680 estudantes matriculados no ensino superior em Portugal, a procura de alojamento tornou-se uma das principais preocupações para milhares de jovens e famílias. A Deco PROteste reforçou agora a plataforma querocasa.pt com duas novas ferramentas que permitem pesquisar soluções de alojamento por instituição de ensino ou município.

A entrada no ensino superior representa uma nova etapa para milhares de jovens portugueses, mas, para quem vai estudar longe de casa, a escolha do curso e da instituição é apenas o primeiro desafio. Encontrar um quarto, uma residência ou uma casa com condições adequadas e uma renda comportável pode ser determinante para concretizar a decisão de estudar noutra cidade.

Os números ajudam a perceber a dimensão do problema. Segundo dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), estavam matriculados 447.680 estudantes no ensino superior em Portugal no ano letivo 2025/2026. Para uma parte significativa destes jovens, prosseguir os estudos implica mudar de município e encontrar uma solução de alojamento fora da residência familiar.

É neste contexto que a Deco PROteste reforçou a plataforma querocasa.pt, dirigida a jovens até aos 35 anos, com duas novas ferramentas especificamente dedicadas ao alojamento estudantil.

A partir da plataforma, os estudantes e as famílias podem agora pesquisar a oferta disponibilizada pelos estabelecimentos de ensino superior e consultar, por município, os concelhos que disponibilizam alojamento ou programas de apoio destinados a estudantes deslocados.

Informação sobre alojamento reunida numa só plataforma

Uma das novas funcionalidades permite pesquisar alojamento por estabelecimento de ensino superior. A ferramenta reúne a informação disponibilizada pelas instituições contactadas pela Deco PROteste que responderam ao pedido de informação.

Para construir esta base de dados, a organização contactou estabelecimentos de ensino superior de todo o país entre 24 de fevereiro e 27 de março de 2026.

A segunda ferramenta permite pesquisar por município. Os utilizadores podem consultar informação relativa aos 308 municípios portugueses e verificar quais disponibilizam soluções de alojamento para estudantes ou programas específicos de apoio a jovens deslocados.

Neste caso, a Deco PROteste contactou todas as autarquias entre 11 de Fevereiro e 23 de Março de 2026.

A informação disponível nas duas ferramentas será actualizada à medida que forem recebidos novos dados das instituições e municípios.

"A entrada no ensino superior é um momento decisivo na vida de um jovem e de toda a sua família. À escolha do curso e da instituição junta-se, muitas vezes, uma preocupação muito concreta: onde viver e quanto vai custar essa decisão. Com estas novas ferramentas queremos tornar essa procura mais simples, concentrando num único espaço informação que permita comparar alternativas, conhecer apoios e tomar decisões mais informadas", afirma Magda Moura Canas, porta-voz da Deco PROteste.

Residências, quartos e casas partilhadas entre as alternativas

A oferta disponível para estudantes deslocados é diversificada, mas varia significativamente consoante a região e a instituição de ensino. Entre as soluções encontram-se residências universitárias, quartos, apartamentos partilhados, repúblicas e residências privadas.

Para a Deco PROteste, começar a procurar com antecedência é essencial. A organização recomenda que os estudantes acompanhem o mercado ao longo do ano e estejam disponíveis para considerar alternativas fora do município onde se situa a instituição de ensino, nomeadamente concelhos próximos com boas ligações de transportes.

As residências dos próprios estabelecimentos de ensino podem representar uma opção mais económica e, em alguns casos, incluir despesas como eletricidade ou internet. Também os quartos e apartamentos partilhados podem permitir reduzir os custos associados ao alojamento.

A pressão sobre o orçamento familiar torna a comparação particularmente relevante. Mais do que encontrar simplesmente uma casa, os estudantes devem avaliar o custo total da solução, incluindo despesas adicionais, transportes e outros encargos associados à permanência numa nova cidade.

Bolsas e apoios podem reduzir o custo do alojamento

A procura de alojamento acontece num contexto em que os apoios financeiros assumem um papel importante para muitos estudantes. De acordo com os dados disponibilizados pela DGES, foram registados 107.754 candidatos a bolsas de estudo no ano letivo 2025/2026.

Os estudantes deslocados que tenham direito a bolsa de estudo e consigam alojamento numa residência dos serviços de ação social podem beneficiar de um complemento mensal. Quando não existe vaga nessas residências, podem também estar disponíveis apoios específicos ao alojamento, cujo valor depende da localização da instituição de ensino.

Há ainda outros mecanismos que podem ser avaliados pelos estudantes, como o Porta 65 Jovem, bem como programas próprios promovidos por instituições de ensino superior ou pelos municípios.

Em determinadas condições, as despesas com habitação podem também ter impacto fiscal. Os estudantes até aos 25 anos que frequentem um estabelecimento de ensino reconhecido situado a mais de 50 quilómetros da residência permanente do agregado familiar podem, dentro dos limites previstos na lei, considerar as rendas para efeitos de IRS.

Habitação torna-se parte da decisão de estudar

Para milhares de jovens, a escolha de uma instituição de ensino superior passou, assim, a estar inevitavelmente ligada à possibilidade de encontrar alojamento na cidade de destino.

A disponibilidade de quartos e residências, o preço das rendas, os apoios municipais e a distância entre a casa e a universidade podem pesar tanto como a própria oferta académica na decisão final.

É precisamente para facilitar essa pesquisa que a Deco PROteste concentra agora no querocasa.pt informação que, até aqui, estava dispersa por diferentes instituições, autarquias e canais de informação.

Além das novas ferramentas de alojamento estudantil, a plataforma disponibiliza informação sobre habitação jovem e programas e incentivos municipais para compra e arrendamento, permite simular apoios do Estado e calcular a taxa de esforço associada à compra de casa.

Num momento em que milhares de estudantes iniciam uma nova etapa longe da residência familiar, a centralização da informação pretende tornar mais simples uma das primeiras decisões — e também uma das mais pesadas — associadas à entrada no ensino superior: encontrar onde viver.