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Sustentabilidade

 

Famílias gastam 112 euros em energia e água por mês

30 de maio de 2017

Os consumidores gastam em média cerca de 112 euros mensais com a energia e água utilizadas na habitação sendo a eletricidade a que implica maior despesa, seguindo-se com pouca diferença entre si, gás e a água. A energia elétrica, por ser considerada a mais cara é também aquela em que exige um maior esforço de poupança. Duas em cada três famílias mostra-se atento aos valores das suas faturas.

Este indicador resulta do “Estudo de mercado sobre a Eficiência Energética na Habitação Particular”, realizado no âmbito prévio à Campanha de Sensibilização e de Promoção da Eficiência Energética na Habitação, sendo a ADENE- Agência para a Energia a entidade responsável pela sua implementação decorrente do Programa Operacional Sustentabilidade Eficiência no uso de Recursos (PO SEUR), a iniciar em Outubro de 2017.

Os electrodomésticos e a iluminação são, na opinião das famílias inquiridas os grandes "responsáveis" pelos custos refletidos na fatura energética. São equipamentos essenciais, de utilização permanente, dos quais não se pode abdicar. No que respeita à climatização, o aquecimento ambiente decorre de uma prática sazonal, relacionada também com as caraterísticas da casa/zona. Por sua vez, o arrefecimento é considerado um "luxo" pelo seu elevado gasto energético.

Três em cada quatro dos inquiridos mostram preocupação com a temática da Eficiência Energética, ainda que na prática nem todos concretizem medidas efetivas para reduzir o consumo da forma mais racional. Na base desta questão está a necessidade da redução das faturas de eletricidade, gás e água, sendo esta a principal motivação para 57% sentirem necessidade de alterar as suas práticas e rotinas de consumo energético e utilizarem a energia de uma forma mais eficiente e moderada.

24% dos inquiridos mostra-se sensibilizado com o efeito negativo que um consumo ineficiente da energia tem sobre o ambiente, resultando na escassez dos recursos naturais e na reduzida utilização de recursos renováveis.

A implementação de soluções de eficiência energética na habitação, é também uma preocupação por parte de 19% dos inquiridos, no entanto, perante a necessidade de um investimento inicial elevado, não existe uma perceção imediata dos benefícios resultantes ao longo do tempo, não só no que respeita a uma poupança monetária, aumento do nível de conforto das casas e principalmente com os benefícios resultantes para a saúde dos seus ocupantes.

Entre as medidas de eficiência energética mais implementadas entre os inquiridos destacam-se: a utilização de lâmpadas LED, sendo que 68% refere que utiliza este tipo de lâmpadas; 43% compram eletrodomésticos mais eficientes; 28% optou pela substituição de equipamentos eficientes de produção de água quente e 20% substituiu as janelas por opções mais eficientes.

Apenas 3% recorre às energias renováveis para produção de energia em casa.

Este estudo foi realizado pela Consulmark no âmbito da Campanha de Sensibilização da Eficiência Energética para a Habitação Particular, financiada pelo POSEUR, que está a ser promovida pela ADENE.

A Campanha de Sensibilização e de Promoção da Eficiência Energética na Habitação Particular visa informar o público em geral sobre a eficiência energética e a sua importância, dentro do tema "Eficiência Energética nos Edifícios". Segundo João Paulo Girbal, presidente da ADENE, "é fundamental que os consumidores possam adquirir conhecimento de quais as ações que podem desenvolver tendo em vista a promoção da eficiência energética e das energias renováveis no setor residencial".